12 de Setembro de 2008 / às 19:41 / 9 anos atrás

Executivo diz que Google não pode fracassar no segmento móvel

Por Yinka Adegoke e Eric Auchard

NOVA YORK/SAN FRANCISCO (Reuters) - O Google está apostando que será capaz de revolucionar os serviços de Internet sem fio em celulares da mesma maneira que revolucionou as buscas em computadores pessoais.

O gigante das buscas já está enfrentando a Microsoft no mercado de software de produtividade e no de navegadores para a Internet. O sistema Android, do Google, vai concorrer com o Windows Mobile, da Microsoft; o Symbian, que tem a Nokia entre seus investidores; e o iPhone, da Apple .

Andy Rubin, diretor de plataformas móveis do Google, disse à Reuters que o sucesso do Android dependerá da recepção do primeiro aparelho que será acionado por ele, que chegará ao mercado ainda este mês.

"Estamos nos estágios finais e passamos muitas noites sem dormir", disse ele em entrevista. "Estamos muito satisfeitos com os resultados", disse Rubin, que trabalhou anteriormente na Apple e em algumas empresas iniciantes do Vale do Silício.

A T-Mobile USA [TMOG.UL] deve lançar o primeiro celular equipado com o Android em 23 de setembro, em Nova York, disseram à Reuters esta semana fontes familiarizadas com os planos.

Depois de dois anos de especulações, o Google está sob pressão para apresentar um produto suficiente diferente do iPhone da Apple e da miríade de cópias que surgiram desde que ele foi lançado, no ano passado.

Em lugar de lançar o novo sistema operacional com uma linha de aparelhos fabricados por diversos fornecedores e distribuídos por muitas operadoras, Rubin disse que o Google decidiu garantir que os primeiros aparelhos impressionem os usuários.

"Caso lancemos algo inútil, as pessoas iriam dizer que a espera foi uma perda de tempo", disse Rubin, co-fundador e ex-presidente executivo da Danger, criadora do Sidekick, da T-Mobile, um dos celulares pioneiros em termos de acesso à Web. O aparelho tinha um formato aparentemente convencional, mas era equipado com um teclado dobrável.

Segundo ele, o Google trabalhou quase exclusivamente com a fabricante de celulares inteligentes High Tech Computer (HTC), de Taiwan, e com a T-Mobile, para aprontar o primeiro celular Android.

PRODUTORES INDEPENDENTES

O primeiro celular Android, apelidado de Dream, está dependendo de produtores independentes de software para tenha centenas e mesmo milhares de programas disponíveis, como compartilhamento de fotos, que seriam compatíveis com a tecnologia do Google. Rubin afirmou que um concurso para atrair produtores iniciais recebeu 1.759 interessados.

"Assim que deixarem a loja com o aparelho o que irá manter os usuários felizes será o software", disse o executivo.

A segunda geração do celular da Apple, o iPhone, adotou a mesma estratégia e oferece mais de 3.000 aplicativos por meio da loja App Store.

O Google planeja ter sua própria loja de software, chamada Android Market. "Não é necessariamente o sistema operacional que representa um fator de unificação, mas é o mercado", disse Rubin.

Diferente da Apple, o Google não espera gerar receita com a venda de aplicativos ou com o compartilhamento de receitas com seus parceiros. "Tomamos uma decisão estratégica de não dividirmos receitas com os desenvolvedores. Vamos basicamente passar ao largo de qualquer receita para operadora ou desenvolvedor", disse o executivo.

Um dos desafios do Google será tornar funcional em celulares o acesso à páginas da Web assim como ocorre em um PC. O browser do Android foi criado com a mesma tecnologia do novo browser do Google, o Chrome, mas adaptado a telas menores.

"O que você terá será Chrome Lite ou Chrome To Go ou Chrome Mobile", disse Rubin.

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