Receita da Thomson Reuters cresce menos no 2o tri

terça-feira, 12 de agosto de 2008 10:55 BRT
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - A companhia global de notícias e informações Thomson Reuters anunciou nesta terça-feira uma taxa menor de crescimento trimestral de suas receitas na importante divisão de mercados, à medida em que a crise de crédito dos Estados Unidos gerou grande impacto sobre os bancos globais de investimento.

A empresa, entretanto, confirmou sua perspectiva para o ano, citando sua força na divisão profissional, que vende dados e ferramentas para contadores, advogados, e outros profissionais de áreas como tributária e saúde.

As ações da empresa, que ganharam 13 por cento desde o início de agosto, chegaram a cair 7,1 por cento em Londres. Analistas disseram que o verdadeiro teste virá no fim do ano, quando os clientes vão definir seus orçamentos para 2009. Na bolsa de valores de Toronto, os papéis da empresa chegaram a recuar 4,1 por cento logo após a abertura do mercado.

A empresa informou que a receita pro forma cresceu 11 por cento no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 3,4 bilhões de dólares.

No primeiro trimestre do ano, o crescimento foi de 12 por cento, para 3,3 bilhões de dólares.

Os resultados pro forma consideram que a Thomson e a Reuters já operavam como uma única companhia no segundo trimestre do ano passado.

A Thomson completou a compra da Reuters em abril deste ano por cerca de 16 bilhões de dólares em dinheiro e ações, com o objetivo de expandir suas operações da América do Norte para o resto do mundo, ao mesmo tempo em que ajudava a Reuters a diminuir sua exposição aos mercados financeiros.

Analistas e acionistas já esperavam crescimento menor na divisão de mercados, que inclui a Reuters e as operações de notícias da Thomson, além de dados e ferramentas para bancos de investimento e outras empresas do setor financeiro.

A receita da divisão de mercados cresceu 12 por cento, para 2,1 bilhões de dólares, mas a taxa de crescimento orgânico --que exclui o impacto da flutuação cambial e de aquisições, e que é monitorada com atenção-- avançou 7 por cento, menos do que os 9 por cento do primeiro trimestre.

Analistas esperavam crescimento orgânico entre 7 e 8 por cento na divisão de mercados, afetada pela crise nas hipotecas de alto risco dos Estados Unidos e na piora das condições de crédito que levou a milhares de demissões nas empresas de serviços financeiros que usam produtos da Thomson Reuters.

(Reportagem de Robert MacMillan)