Nasa não estreará nova frota de transportes em 2013

terça-feira, 12 de agosto de 2008 14:07 BRT
 

CABO CANAVERAL, Estados Unidos (Reuters) - A agência responsável pelos programas espaciais norte-americanos, Nasa, abandonou seus planos para substituir em 2013 sua frota de transportes, devido à falta de recursos e a questões técnicas, informaram dirigentes da organização na segunda-feira.

A Nasa esperava transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional a bordo de novas espaçonaves do modelo Orion a partir de setembro de 2013, bem antes da data-limite oficial de 15 de março de 2013.

"A janela de oportunidade que existia para a aceleração do projeto Orion se fechou", disse em teleconferência com jornalistas o diretor do programa, Jeff Hanley, do Centro Espacial Johnson, em Houston.

Os EUA ficarão sem meios de transportar pessoas ao espaço quando a atual frota de ônibus espacial for aposentada, em 2010, e terão de esperar até que a próxima geração de espaçonaves esteja pronta.

Washington está confiando em que a Rússia cuide do transporte dos tripulantes para a estação espacial e que empresas privadas se encarreguem do transporte de cargas ao longo do período.

A Nasa esperava reduzir o prazo em que não disporá de veículos de transporte mas os fundos adicionais que seriam destinados a esse fim não foram aprovados pelo Congresso dos Estados Unidos.

A agência agora espera poder começar a lançar tripulantes para a estação espacial usando as naves Orion em setembro de 2014.

O atraso obrigará a Nasa a renegociar diversos contratos com diversas empresas que desenvolvem seus equipamentos e fornecem serviços á organização sob o programa Constellation, cujo objetivo mais amplo é enviar astronautas à Lua em 2020.

Os principais contratados incluem a Lockheed Martin, encarregada do desenvolvimento da nave espacial Orion, e também a Pratt & Whitney Rocketdyne, empresa de tecnologia que está trabalhando em novos foguetes.

O projeto também envolve a Oceaneering International, empresa que produz trajes espaciais, e a SGT, uma companhia que fornece serviços de apoio.

(Por Irene Klotz)