Dell quer ampliar presença no varejo brasileiro de PCs

terça-feira, 12 de agosto de 2008 15:46 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana Dell, segunda maior fabricante de computadores do mundo, negocia a ampliação dos canais de varejo que hoje revendem os produtos da marca no Brasil para crescer no segmento doméstico.

A companhia sempre foi mais voltada às corporações no Brasil, país onde desembarcou em 1999 com uma fábrica no Rio Grande do Sul.

Mais recentemente, entretanto, com o aquecimento do mercado de PCs no varejo brasileiro por conta de medidas de incentivo fiscal do governo, a companhia seguiu a matriz e decidiu se voltar também ao usuário doméstico.

Raymundo Peixoto, presidente da Dell Brasil, afirmou nesta terça-feira a jornalistas que a companhia é atualmente a segunda maior do país em vendas --atrás apenas da Positivo Informática--, mas lembrou que a empresa entrou no varejo no final do ano passado. "Somos ainda muito recentes nesse mercado", disse.

Segundo dados da consultoria IDC para o primeiro trimestre deste ano, a Dell é a primeira colocada quando se exclui usuários residenciais e empresas com até 10 empregados. Nesse caso, a participação de mercado da companhia foi de 14,1 por cento das vendas.

No mercado brasileiro como um todo, a Dell tinha 5,9 por cento de participação nos três primeiros meses do ano. No mesmo trimestre de 2007, tal participação era de 4,8 por cento.

A empresa tem hoje acordos com as redes Wal-Mart e Ponto Frio em todo o Brasil para as vendas ao mercado doméstico. Peixoto afirmou que outros acordos serão fechados, sem citar prazos.

Nesta terça-feira, a companhia apresentou à imprensa a nova família de notebooks na qual incluiu também o primeiro ultraportátil da marca, com tela de 12 polegadas e peso de 1 quilo.

Peixoto afirmou que a empresa "está avaliando a tendência de mercado" de ter modelos ainda menores, de 7 e 9 polegadas, depois do sucesso do modelo EeePC, da Asus, de Taiwan.

Quando foi criada, em 1984, a Dell tinha um modelo exclusivo de vendas diretas, pela Internet ou por telefone. Hoje, além das redes de varejo para atender o consumidor final, também passou a cadastrar canais de venda especializados para atender o mercado corporativo.