12 de Agosto de 2008 / às 20:57 / 9 anos atrás

Autodesk faz do Brasil maior centro mundial de treinamento

SÃO PAULO (Reuters) - A Autodesk, empresa de softwares para as áreas de arquitetura e manufatura, fechou uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) que fará do Brasil o país com maior número de centros autorizados de treinamento da companhia.

O posto era ocupado até então pela China, mas o Brasil ganhará 110 novos centros até agosto de 2009 por meio da parceria com o Senac. Hoje, o país dispõe de cerca de 30 centros autorizados.

"A demanda por profissionais qualificados é maior nos mercados emergentes", disse à Reuters Acir Marteleto, diretor geral da Autodesk Brasil. Globalmente, a companhia tem 2 mil centros em 80 países.

De acordo com Marteleto, a filial brasileira já tinha parceria com o Senac "de longa data", mas a instituição só agora se torna um centro de treinamento autorizado em todo o Brasil. Essa situação traz ao país o mesmo material didático e cursos realizados pela Autodesk em todo o mundo.

A expansão do acordo para além das 110 unidades previstas, segundo ele, "vai depender do mercado".

O Senac tem 470 escolas no Brasil e ainda opera unidades móveis, que podem ser contratadas para projetos específicos de capacitação.

REFLEXO DO MERCADO

O fato de o Brasil estar prestes a se tornar o país de maior número de centros autorizados da companhia é, não por acaso, um reflexo do momento econômico vivido pela subsidiária brasileira, explica Marteleto.

Segundo ele, "o mercado brasileiro assiste a uma verdadeira explosão de projetos de infra-estrutura" em áreas como construção civil, energia, mineração e até na área de mídia e entretenimento --todos segmentos usuários de softwares desenvolvidos pela Autodesk.

"Não há um setor em que atuemos que não esteja bem", afirmou o diretor, que espera que o mercado continue aquecido "pelos próximos dois anos".

Sem poder revelar números do desempenho no Brasil, Marteleto afirma que, enquanto a matriz espera uma elevação de 18 por cento na receita mundial este ano, a expectativa para os países emergentes "é o dobro" de crescimento.

Por Taís Fuoco

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