Opera quer que Microsoft separe Internet Explorer do Windows

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007 12:18 BRST
 

BRUXELAS (Reuters) - A Opera, uma pequena produtora norueguesa de software de navegação pela Web, apresentou a primeira queixa contra a Microsoft à União Européia desde que a gigante do software admitiu derrota em um histórico processo antitruste, há alguns meses. A companhia apresentou a reclamação apoiada por uma coalizão de empresas do setor.

A Opera anunciou ter apresentado queixa pelo vínculo ilegal que a Microsoft estabeleceu entre seu browser, o Internet Explorer, e o sistema operacional da empresa, o Windows, que domina o mercado.

A Microsoft também está "prejudicando a interoperabilidade por não seguir os padrões aceitos da Web", segundo a queixa. As duas coisas tornam difícil para a Opera competir no mercado de browsers, de acordo com a companhia.

Jonathan Todd, porta-voz da Comissão Européia, confirmou que o órgão executivo da União Européia recebeu a queixa, a primeira surgida depois da decisão da Corte Européia de Primeira Instância que, em 17 de setembro, sustentou a decisão tomada pela Comissão contra a empresa em um processo antitruste de 2004. Todd afirmou que a queixa seria estudada cuidadosamente.

A Opera é membro do European Committee for Interoperable Systems (Ecis), veterano oponente europeu da Microsoft, que divulgou um comunicado no qual critica a gigante do software.

"Ao vincular o Internet Explorer ao seu sistema operacional monopolista Windows, e ao se recusar ao implementar lealmente os padrões abertos aceitos pelo setor, a Microsoft priva os consumidores de escolha real quanto a browsers de Internet", afirmou Thomas Vinje, advogado do Ecis, em comunicado.

A queixa da Opera ecoa um caso norte-americano de 1998, no qual o Departamento da Justiça dos EUA obteve importante vitória contra Microsoft nos tribunais, sob a alegação de concorrência desleal contra outro browser, o Netscape.

A Opera pede que a Comissão force a Microsoft a separar o Internet Explorer do Windows. Também pediu que a Comissão force a Microsoft a seguir "padrões fundamentais e abertos da Web."