Operação "cardume" prende 27 em ação da PF contra fraude na Web

terça-feira, 13 de maio de 2008 14:40 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira 27 mandados de prisão contra uma quadrilha especializada em fraudes bancárias pela Internet. O grupo fez mais de 200 vítimas num esquema que levantava cerca de 500 mil reais por mês, informou a polícia.

A quadrilha foi desarticulada com o cumprimento dos mandatos de prisão e de 42 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe, durante a operação "cardume".

O grupo atuava obtendo senhas de serviços de banco online por meio do método conhecido como "phishing", em que programas maliciosos capturam em segredo dados digitados por usuários de sistemas de home banking. Os softwares repassavam os dados para a quadrilha, que efetuava transferências ilícitas para contas de laranjas e pagamentos de contas.

Segundo a PF, as investigações começaram em 2007, como desdobramento da operação "navegantes", ocorrida em 11 de maio do ano passado. "Na ocasião, foram presos 15 crackers e "laranjas", previamente aliciados, que emprestavam suas contas bancárias para as quais os montantes eram transferidos ilicitamente, antes de serem sacados", informou a PF.

Outra forma usada pelo grupo para utilizar os recursos desviados era via compras pela Web. Além disso, em alguns casos, integrantes da quadrilha cobravam valores para fazerem pagamento de impostos de terceiros usando os recursos das contas fraudadas.

"Ao todo, estima-se que a quadrilha tenha feito mais de 200 vítimas, e que as fraudes tenham atingido cerca de 500 mil reais por mês", informou a PF.

As investigações da operação cardume foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal do Rio Grande do Sul. Participaram da operação 215 policiais.

Os integrantes da quadrilha serão indiciados por furto qualificado, formação de quadrilha, interceptação informática não autorizada e receptação. Se condenados, as penas variam de 1 a 8 anos de prisão.

Representantes da PF no Rio Grande do Sul não puderam ser imediatamente contatados para comentar o assunto.

(Reportagem de Alberto Alerigi Jr.; Edição de Vanessa Stelzer)