Microsoft e Yahoo se reuniram para discutir fusão, dizem fontes

sexta-feira, 14 de março de 2008 14:05 BRT
 

SÃO FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - Importantes executivos da Microsoft e do Yahoo se encontraram na última segunda-feira para discutir a proposta de compra feita pela gigante do software à companhia de Internet, informaram fontes próximas às duas companhias.

O encontro foi o primeiro desde a oferta não solicitada da Microsoft, de cerca de 42 bilhões de dólares, anunciada em 31 de janeiro. A diretoria do Yahoo rejeitou a proposta no mês passado, por considerá-la inadequada.

A reunião, no entanto, não teve a presença de bancos e, por isso, não pode ser considerado efetivamente uma negociação, segundo as fontes.

A reunião serviu para que a Microsoft apresentasse aos executivos do Yahoo sua visão de uma empresa combinada, segundo o Wall Street Journal, primeiro a relatar o encontro, citando fontes próximas às empresas.

O jornal afirmou que nenhum detalhe financeiro foi discutido e que não teve acesso aos nomes dos executivos que participaram da reunião. As duas companhias preferiram não comentar o assunto.

Desde que o Yahoo rejeitou a oferta, nenhuma outra proposta de compra chegou à companhia, assim como a Microsoft não alterou sua oferta, o que deixou as empresas em um impasse.

O Yahoo manteve conversas com a News Corp. e com a AOL, da Time Warner, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O encontro com a Microsoft faz parte da estratégia do Yahoo de manter todas as opções em aberto, segundo pessoas próximas da empresa.

O principal executivo da News Corp., Rupert Murdoch, no entanto, afirmou que não teria como fazer frente à oferta da Microsoft, enquanto a AOL anunciou nesta quinta-feira a compra da empresa de redes sociais Bebo, o que pode ser um sinal de que seus controladores não têm planos de se envolver com o Yahoo.

A oferta da Microsoft chegava a 45 bilhões de dólares quando foi anunciada, mas a queda de 12 por cento nas ações do Yahoo desde então fizeram com que a proposta caísse para 42 bilhões de dólares.