14 de Fevereiro de 2008 / às 13:44 / em 10 anos

PF pede mais detalhes à Petrobras sobre roubo de dados

SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal requisitou mais detalhes à Petrobras sobre as circunstâncias envolvendo o roubo de computadores que armazenavam dados sigilosos da estatal.

A Petrobras informou nesta quinta-feira, em nota à imprensa, que foi vítima de um furto de equipamentos que continham dados importantes, sem detalhar o conteúdo.

"A Petrobras, que tem a maior parte das informações, nos forneceu informações genéricas sobre o fato", explicou a delegada da Polícia Federal em Macaé (RJ), Carla Dolinski, que presidente inquérito aberto para apurar o fato, de acordo com informações da Agência Brasil.

"Nós instauramos o inquérito e determinamos algumas diligências. Só que, no entanto, quem tem a maior parte das informações é a própria Petrobras, que está fazendo uma apuração interna".

De acordo com agência, foram requisitadas também informações à empresa Halliburton, que segundo a delegada era a proprietária dos equipamentos, que por sua vez continham informações da Petrobras.

Mais cedo, a Petrobras informou que o material não estava sob sua vigilância quando ocorreu o roubo, mas não quis informar quem estava responsável pelos equipamentos.

"Houve um furto de equipamentos e materiais que continham informações importantes para a companhia, em instalações de empresa que presta serviços especializados para a Petrobras", confirmou a estatal.

"O assunto está sob investigação", acrescentou a empresa, que informou ter cópias dos dados que estavam nos computadores roubados.

A Polícia Federal teria duas linhas de investigação -- furto com objetivo de espionagem e furto simples.

O site Terra Magazine informou nesta quinta-feira que o roubo ocorreu em um contêiner com os equipamentos que havia sido despachado de uma plataforma de pesquisa da Petrobras na bacia de Campos para os escritórios da empresa em Macaé (RJ).

A Petrobras não forneceu informações sobre as circunstâncias do roubo e também não confirmou comentários que circulam na mídia de que os computadores continham informações sigilosas sobre as reservas de petróleo e gás na camada ultra-profunda chamada de pré-sal, onde está o megacampo de petróleo de Tupi, na bacia de Santos.

A camada pré-sal, que se estende por 800 quilômetros ao longo da costa brasileira, é foco de forte interesse no setor de petróleo desde que a Petrobras confirmou reservas recuperáveis de 5 a 8 bilhões de barris no campo ultraprofundo de Tupi.

O diretor de Exploração e Produção da empresa, Guilherme Estrella, afirmou recentemente que não há mais risco exploratório na região pré-sal, ou seja, é praticamente certo que todo poço perfurado encontrará petróleo ou gás.

O governo federal retirou de leilão várias áreas próximas a Tupi, aguardando ter mais informações sobre o potencial dos blocos.

Reportagem de Marcelo Teixeira

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