Nintendo cita Brasil em pedido de ajuda aos EUA contra pirataria

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 13:31 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A unidade norte-americana da fabricante japonesa de videogames Nintendo anunciou nesta quinta-feira que pediu ao Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos para encorajar alguns governos do mundo a tomarem medidas mais agressivas no combate à pirataria de seus produtos.

A companhia reclama que a América Latina "continua um paraíso para a pirataria" e cita "tarifas e impostos extraordinariamente altos no Brasil sobre a venda de videogames autênticos", além de "corrupção muito difundida no Paraguai e aumento da violência no México contra autoridades que fazem operações de combate à pirataria".

Em comunicado à imprensa, a Nintendo of America afirma que a companhia junto com produtoras e criadores de jogos sofreram perdas de vendas de 975 milhões de dólares no mundo como resultado da pirataria.

"Este momento sem precedentes que a Nintendo desfruta com seu Nintendo DS e Wii a tornam alvo atraente para os falsificadores", afirmou no comunicado, o diretor sênior da área antipirataria da Nintendo of America, Jodi Daugherty. Ele acrescentou que a empresa "continuará a trabalhar com governos pelo mundo para acabar com essas atividades ilegais".

Em 65 operações no Brasil, México e Paraguai foram apreendidos cerca de 230 mil jogos falsificados da Nintendo, de acordo com a empresa, que aponta que a pirataria nestes países continua a aumentar apesar dos esforços de combate e que Brasil e México "se mantêm saturados de software Nintendo falsificado".

Para a companhia, a China continua sendo a principal fonte de produtos falsificados de seus consoles Wii e Nintendo DS, mas a Coréia do Sul vem despontando como líder em distribuição ilegal dos jogos da empresa via Internet.

"Falsificadores de videogame desenvolveram aparelhos para cópia de jogos de Nintendo DS e chips de modificação criados para quebrar a segurança dos sistemas de hardware da Nintendo, permitindo o uso de jogos falsificados ou ilegalmente baixados via Internet", afirma a empresa.

(Por Rodolfo Barbosa)