Celular do Google não mudará setor de telecom de imediato

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 15:54 BRT
 

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - Qualquer pessoa que espere que o celular equipado com sistema do Google, e que deve ser lançado em breve, mude o mercado da mesma maneira que o iPhone da Apple fez nos últimos 12 meses, provavelmente ficará decepcionado, afirmam analistas.

Profissionais do setor que trabalharam no sistema operacional Android para celulares desenvolvido pelo Google afirmam que ele deve encontrar dificuldades no curto prazo para se equiparar ao entusiasmo que a Apple despertou entre os consumidores com o seu iPhone, que redefiniu o mercado de celulares com telas sensíveis a toques e melhorou muito a navegação na Web por meio de celulares.

Em lugar disso, o Google considera o sistema Android como uma plataforma aberta para o projeto de aparelhos móveis e afirma que ela encorajará a inovação ao permitir que criadores de software alterem o sistema e criem melhores programas e serviços para dispositivos compatíveis.

Mas essas coisas demoram e o primeiro celular que usa o Android, que recebeu do Google o codinome "Dream", não deve surpreender os consumidores. O aparelho, produzido pela HTC, de Taiwan, deve ser lançado em Nova York em 23 de setembro, dizem fontes familiarizadas com os planos da operadora T-Mobile.

"Não estou certo de que a experiência do consumidor venha a ser significativamente melhor que a propiciada pelo iPhone", diz Rajeev Chand, analista de telefonia sem fio no banco de investimento Rutberg & Co., que testou uma versão inicial do Android. "Quando o iPhone saiu, a experiência era algumas ordens de magnitude melhor que qualquer outra coisa disponível."

O Google, as operadoras de telefonia móvel que estão aliadas com ele e os criadores de aplicativos esperam que a plataforma Android sirva até mesmo para estimular mais o uso da Web em celulares do que vem sendo o caso do iPhone.

Mas, ao contrário da Apple, que controla de perto o hardware e software do iPhone, o Google terá menos controle sobre os produtos criados com sua tecnologia, porque o Android estará aberto a programadores para que criem softwares de maneira independente.

A estratégia do Google mais se parece com uma espécie de projeto de ciências que será rapidamente melhorado. A empresa já criou produtos de sucesso e é difícil lembrar de algum fracasso com essa abordagem de lançar novas idéias.   Continuação...