Yahoo diz que Microsoft quer preço de liquidação

terça-feira, 15 de julho de 2008 17:23 BRT
 

Por Diane Bartz

WASHINGTON (Reuters) - Um executivo do Yahoo acusou a Microsoft de se aliar ao investidor Carl Icahn para forçar o Yahoo a aceitar um "preço de liquidação" pelo seu serviço de buscas.

Michael Callahan, diretor jurídico do Yahoo, defendeu em depoimento a um comitê do Congresso dos Estados Unidos a parceria publicitária entre sua empresa e o Google, e afirmou que o Yahoo não seria vendido aos pedaços, de forma desvantajosa para os acionistas do grupo.

"A Microsoft... decidiu recorrer ao acionista Carl Icahn, na aparente esperança de que isso force uma venda a preço de liquidação do serviço de buscas, um ativo estratégico do Yahoo", disse Callahan em audiência no subcomitê antitruste do Comitê Judiciário do Senado.

Icahn está comandando uma campanha de acionistas hostis ao comando da empresa para derrubar o conselho e os executivos do grupo na assembléia geral de acionistas que acontece em agosto.

O Google, que detém mais de 60 por cento do mercado de buscas na Web, e o Yahoo, que controla 16,6 por cento, anunciaram em 12 de junho um acordo que permitiria que o Yahoo veiculasse anúncios do Google em seu site, recebendo os pagamentos.

A parceria entre Yahoo e Google é interpretada como uma opção do Yahoo para combater os esforços intermitentes da Microsoft para adquirir o Yahoo ou uma parte dele. A Microsoft criticou a parceria alegando que é uma ameaça à competição e prejudicial aos anunciantes e em termos de privacidade dos usuários.

A mais recente oferta da Microsoft pela aquisição dos negócios de buscas do Yahoo foi rejeitada no final de semana.

Na audiência desta terça-feira, alguns parlamentares expressaram preocupação quanto à privacidade e a questões antitruste, mas não disseram se apoiariam ou se oporiam ao acordo.

"O acordo entre Google e Yahoo pode envolver apenas anúncios em formato de texto, mas sufoca a concorrência nesse mercado, e rapidamente influenciará outros mercados emergentes de publicidade online, como o de aparelhos móveis", disse o senador democrata Patrich Leahy, de Vermont, presidente do comitê.