Nível de pirataria na Espanha se iguala ao da legalidade

segunda-feira, 16 de junho de 2008 15:41 BRT
 

MADRI (Reuters) - Na Espanha há, neste momento, tanta gente que consome ilegalmente música, filmes, jogos e séries televisivas como pessoas que o fazem por meios legais, de acordo com um estudo apresentado nesta segunda-feira.

"Na Espanha há algo como 12,6 milhões de pessoas que baixam arquivos por redes P2P (entre computadores) ou compram itens piratas", segundo o estudo encomendado pela nova Coalizão de Criadores e Indústrias de Conteúdo.

Já o Estudo sobre a Pirataria na Indústria de Conteúdos, realizado pela GfK Emer, indicou que 12,56 milhões de pessoas adquirem músicas, filmes e jogos respeitando os direitos autorais.

"O governo tem uma grande responsabilidade na defesa da propriedade intelectual e na luta contra a pirataria na Internet. Necessitamos sensibilização, um melhor marco legal e forte disposição do governo em aplicar as leis", disse José Manuel Tourné, em nome da Coalizão de Criadores e Indústria de Conteúdo.

A Espanha é um dos centros mundiais da pirataria. Nos últimos cinco anos, o país experimentou um notável crescimento no volume de downloads ilegais. A cada segundo, são baixados em média 30 arquivos entre livros, canções, filmes, jogos e capítulos de séries televisivas, segundo a pesquisa.

Há poucas semanas, o Congresso dos Estados Unidos incluiu a Espanha em uma "lista negra" por pirataria de Internet, junto a países como Canadá, Rússia, México, Grécia e China.

O estudo da nova Coalizão indica que, na Espanha, 58 por cento dos internautas têm como atividade principal na rede baixar música e 52 por cento, filmes, enquanto a média européia é de 30 por cento.

(Reportagem de Itziar Reinlein)