Ascensão do uso social da Web supera pornografia,diz pesquisador

terça-feira, 16 de setembro de 2008 13:40 BRT
 

Por Belinda Goldsmith

CANBERRA, Austrália (Reuters) - Os sites de redes sociais são a mais quente atração da Internet, destronando a pornografia e colocando em destaque uma importante mudança na maneira pela qual as pessoas se comunicam, de acordo com um especialista em Web.

Bill Tancer analisou informações sobre mais de 10 milhões de usuários de Internet e concluiu que, na verdade, nós somos aquilo que clicamos. Com isso, buscas na Internet oferecem uma visão atualizada sobre como a sociedade e as pessoas estão mudando.

Algumas de suas constatações servem como diversão aos curiosos, como por exemplo o fato de que cotovelos, sujeira no umbigo e ventiladores de teto estão na lista dos maiores medos das pessoas, em companhia da rejeição e intimidade social.

No livro "Click: What Millions of People are Doing Online and Why It Matters" ("O Que Milhões de Pessoas Estão Fazendo Online e Por Que Isso Importa") Tancer afirma que analisar as buscas na Web não só reflete o que está acontecendo online mas oferece um quadro mais amplo do comportamento da sociedade e das pessoas.

"Existem certos padrões em nosso uso da Internet que tendemos a repetir de maneira muito específica e previsível, de buscas por dietas a vestidos de baile de formatura, passando por aquilo que fazemos nos feriados", disse Tancer à Reuters em entrevista por telefone.

Gerente-geral de pesquisa mundial da Hitwise, uma empresa de rastreamento de atividades na Internet, Tancer disse que uma das grandes mudanças no uso da Web, ao longo dos últimos 10 anos, vem sendo a queda do interesse pela pornografia ou por sites de entretenimento adulto.

Ele disse que a busca de pornografia na rede se reduziu a cerca de 10 por cento do total de buscas na rede, ante 20 por cento uma década atrás e que as buscas mais populares da Internet agora são as relacionadas a sites de redes sociais.

"À medida que cresce o tráfego nas redes sociais, decrescem as visitas aos sites pornográficos", disse Tancer, apontando que, na faixa etária dos 18 aos 24 anos, as buscas por pornografia mostravam queda particularmente significativa.