Hostilidade é comum em sites escolares japoneses, diz estudo

quinta-feira, 17 de abril de 2008 11:52 BRT
 

TÓQUIO (Reuters) - O Japão possui cerca de 38 mil sites não oficiais escolares até o ensino médio que não são monitorados pelas escolas. Perturbação, conteúdo sexual e ofensas verbais violentas prevalecem entre eles, segundo mostra uma pesquisa do ministério da educação.

"Estão ocorrendo muitos incidentes envolvendo esses sites, mas não sabíamos exatamente como as coisas acontecem lá fora", afirmou Tsuyoshi Seno, autoridade no ministério da educação, mostrando os motivos que levaram à pesquisa.

As hostilidades e ameaças online, nas quais mensagens e imagens de ódio são colocadas em sites e e-mails abusivos são enviados através de telefones celulares e Internet, têm se mostrado um problema no Japão, que possui cerca de 15 mil escolas de ensino médio e fundamental.

A questão ganhou atenção pública em julho de 2007, quando um adolescente de 18 anos cometeu suicídio em sua escola em Kobe, oeste do Japão, depois que colegas de sala publicaram uma foto dele nu num site não oficial da escola e repetidamente lhe enviaram e-mails exigindo dinheiro.

A pesquisa do Ministério da Justiça mostra que dos 2 mil sites examinados afundo pelo ministério, metade continha mensagens de ódio, quase 40 por cento tinham ofensas sexuais e 25 por cento continham palavras violentas, como "caia morto" e "vou te matar".

A maioria dos sites não oficiais foi montada por estudantes.

Dos 1,5 mil estudantes que responderam à pesquisa, um quarto afirmaram visitar páginas não oficiais de escolas, e 14 por cento afirmaram publicar mensagens neles.

"O problema não será resolvido apenas colocando toda responsabilidade nos pais e professores e pedir para eles reagirem contra esses sites, links para esses sites e propagandas nesses sites. Talvez seja necessário examinar contra-recursos, tanto socialmente quanto institucionalmente", afirmaram especialistas na pesquisa.

O chefe de gabinete da secretraria, Nobutaka Machimura, afirmou que não é fácil para o governo responder as emergências desses sites.   Continuação...