Consumidores dos EUA ainda hesitam em reciclar eletrônicos

quinta-feira, 17 de abril de 2008 16:32 BRT
 

Por Sinead Carew

NOVA YORK (Reuters) - Verde talvez seja o novo preto, mas muitos consumidores dos Estados Unidos não estão reciclando seus velhos aparelhos eletrônicos, apesar das promessas de várias organizações quanto a maneiras simples de eliminar resíduos eletrônicos.

Colocar computadores, televisores e celulares no lixo é prática cada vez mais reprovada, e Estados como Massachusetts proíbem que aparelhos eletrônicos sejam jogados no lixo.

Como resultado, as autoridades locais nesses Estados organizam eventos nos quais aparelhos velhos podem ser entregues para reciclagem gratuita, e empresas e organizações de caridade de todo o país oferecem serviços de coleta e reciclagem de eletrônicos velhos.

Mas embora a maioria dos consumidores norte-americanos pareçam aprovar a reciclagem, muitos deles não a praticam. Stephen Baker, do grupo de pesquisa de mercado NPD, faz idéia do motivo.

"As pessoas não o fazem porque são preguiçosas. Quando chega a hora de agir, não há incentivo. A maioria das vezes, se livrar dos aparelhos custa dinheiro, e mesmo que não custe o consumidor teria de tomar uma atitude", disse Baker.

Os consumidores dos EUA gastarão 171 bilhões de dólares em 500 milhões de aparelhos eletrônicos, em 2008, elevando ainda mais a pilha de 2,9 trilhões de dólares em itens como televisores, computadores e celulares que estão em operação, de acordo com a Consumer Electronics Association.

Muitos desses aparelhos serão adquiridos para substituir modelos existentes. Muita gente diz que vai manter os modelos substituídos para repassá-los a parentes. Os consumidores mais empreendedores e mais informados sobre a Internet muitas vezes os colocam à venda em sites como o eBay.com e o craigslist.org.

Mas embora a porcentagem de produtos eletrônicos velhos jogados no lixo possa ter caído a 19 por cento em 2007, ante 21 por cento em 2005, de acordo com a associação, consumidores dos EUA ainda jogam fora milhões de aparelhos como televisores e computadores, em companhia de suas embalagens de café e de doces.