17 de Março de 2008 / às 17:03 / 9 anos atrás

Fusão em TI garante recursos para Promon crescer em engenharia

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Ao unir sua divisão da área de tecnologia da informação (TI) com a Logicalis, do grupo sul-africano Datatec, em uma companhia da qual deterá 30 por cento, o grupo Promon S.A. espera garantir recursos para financiar seu crescimento na área de infra-estrutura.

A criação da PromonLogicalis Latin America, anunciada nesta segunda-feira, foi feita com a união de ativos de 120 milhões de dólares, dos quais 77 milhões foram aportados pela Logicalis, o que a levou a garantir 70 por cento de controle da nova companhia.

Desse montante, cerca de 52 milhões de dólares foram para o caixa da Promon S.A., enquanto 25 milhões foram pagos em ações, o que garantirá ao grupo brasileiro algo como 4 por cento da Datatec.

O presidente da Promon S.A., Luiz Ernesto Gemignani, afirmou que a fusão não está ligada a uma decisão do grupo de reduzir sua participação na área de TI, mas à oportunidade de crescer nas demais áreas, onde a demanda está em alta.

Além da divisão de TI, a Promon S.A. tem uma área de engenharia, cujos principais clientes são a mineradora Vale e Petrobras, e a fabricante de equipamentos Trópico, da qual a empresa controla 60 por cento.

"A Promon Engenharia deve dobrar sua receita este ano em relação a 2007 e a Trópico já tem em carteira pedidos para duplicar as vendas sobre o ano passado", explicou. "Esse crescimento demanda recursos", acrescentou.

A Promon Tecnologia respondeu por cerca de 40 por cento da receita total do grupo em 2007, com um faturamento de 270 milhões de reais dos 600 milhões totais.

Gemignani afirmou que o grupo está "praticamente sem dívidas", somente com um financiamento do BNDES de 10 milhões de reais, e que "os planos são grandes na área de infra-estrutura", apesar de ainda não poder revelá-los.

"A Promon Engenharia se encontra em um dilema: a oportunidade para exportar serviços é muito grande, mas a verdade é que a empresa não está sendo capaz de se estruturar para atender à demanda local", disse.

Segundo ele, o principal gargalo, no Brasil e no mundo, é encontrar profissionais qualificados na área de engenharia.

Apesar da Logicalis ter ficado com 70 por cento do controle da nova empresa, uma cláusula do contrato prevê que a gestão será da Promon. Por isso, toda a diretoria da Promon Tecnologia será responsável pelo comando da PromonLogicalis.

Juntas, as empresas tiveram uma receita combinada de 250 milhões de dólares em 2007, mas planejam dobrar a cifra em três anos, meta que deverá ser obtida com aquisições na América Latina e crescimento orgânico.

POUCA EXPOSIÇÃO À CRISE NORTE-AMERICANA

O presidente da Logicalis Group, Ian Cook, afirmou que a América Latina ainda responde por uma fatia pequena do faturamento do grupo -- de 7 por cento dos 1 bilhão de dólares faturados em 2007 --, mas "se torna mais importante a cada dia".

A maior fatia da receita da empresa, sediada no Reino Unido, vem dos Estados Unidos, que em 2007 geraram 53 por cento do faturamento total. Cook nega, entretanto, que a crise financeira vivida pela economia norte-americana preocupe o grupo neste momento.

"A Logicalis não está exposta ao mercado financeiro nos Estados Unidos. Ela está muito focada nos mercados de saúde e de mídia, áreas ainda em crescimento naquele mercado", afirmou em entrevista a jornalistas.

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