18 de Março de 2008 / às 00:33 / 10 anos atrás

Facebook se emaranha em conflito do Oriente Médio

Por Joseph Nasr

JERUSALÉM (Reuters) - Queixas de colonos judaicos furiosos pelo site de redes sociais Facebook tê-los listado como moradores da “Palestina” levaram o popular site a permitir que os usuários voltem a se designar como moradores de Israel.

Os usuários do Facebook que vivem em Maale Adumin, Ariel e outros grandes assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada protestaram quando o site automaticamente designou sua moradia como “Palestina”. Um grupo de colonos acusou a empresa de ter motivações políticas.

“Fiquei surpreso e decepcionado por ver minha cidade, Ariel, descrita no Facebook como parte de um país chamado Palestina”, escreveu Ari Zimmerman em uma mensagem publicada no Facebook. “Sou cidadão de Israel, como todos os demais moradores de Ariel. Não vivemos na ‘Palestina’. Aliás, ninguém vive.”

Brandee Barker, diretora de comunicações do Facebook, disse que os usuários que vivem nos grandes assentamentos agora podem optar entre serem listados como moradores de Israel ou da Palestina.

“Os usuários israelenses do Facebook nos assentamentos de Maale Adumin, Beitar Illit e Ariel, na Cisjordânia; agora podem escolher entre Israel e Palestina como identificação de residência”, afirmou Barker em email enviado à Reuters.

Israel quer reter Maale Adumin e outros grandes blocos de assentamentos, em caso de futuro acordo de paz com os palestinos.

“Também oferecemos a opção entre Palestina e Israel no caso de Hebron”, disse Barker, em referência à grande cidade da Cisjordânia que abriga cerca de 150 mil palestinos e 400 colonos judaicos.

Barker disse que cerca de 18 assentamentos na Cisjordânia estão hoje listados no Facebook, e que muitos mais seriam acrescentados no futuro, e que todos os moradores poderiam optar entre Palestina ou Israel como identificação de residência.

Em uma mensagem em página do Facebook usada pelos colonos judaicos, Channah Lerman escreveu: “Estejam atentos! Caso vocês restaurem as cidades da Judéia e Samaria (Cisjordânia), as pessoas ficarão ainda mais enraivecidas do que já estão. A Palestina não é um país.”

Enquanto isso, usuários palestinos que criaram perfis no Facebook ameaçam cancelar suas contas se a Palestina for removida do site. Um dos grupos chamado “Se a Palestina for retirada do Facebook, eu fecho minha conta” tem mais de 4.700 membros.

“Criamos este grupo para permitir que nossas vozes sejam ouvidas não somente pela administração do Facebook, mas também por todos os usuários e para que todos saibam que a Palestina é e sempre será um país”, disse Saif Qadomi, 20, fundador do grupo, à Reuters.

Israel capturou a Cisjordânia em 1967 e anexou a parte oriental de Jerusalém a seu território em um movimento que não recebeu reconhecimento internacional.

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