Físicos criam relógio que se mantém preciso por 200 mi de anos

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 10:12 BRT
 

Por Julie Steenhuysen

CHICAGO (Reuters) - Físicos norte-americanos produziram um relógio tão preciso que não adiantará ou atrasará um segundo em mais de 200 milhões de anos, um avanço que certamente agradará os devotos da pontualidade.

O relógio, descrito na edição de sexta-feira da revista Science, oferece desempenho superior ao do relógio atômico em uso pelo National Institute of Standards and Technology, do Departamento do Comércio dos Estados Unidos, que oferece precisão da ordem de um segundo por até 80 milhões de anos.

O novo relógio atômico está disputando a posição de relógio mais preciso do mundo com outro dispositivo experimental desenvolvido no mesmo laboratório do Joint Institute for Laboratory Astrophysics, em uma colaboração entre o NIST e a University of Colorado em Boulder.

"Esses relógios estão melhorando tão rápido que é impossível dizer qual é o melhor", afirmou Tom O'Brian, diretor da divisão de tempo e freqüência do NIST.

Relógios com esse nível de precisão são fundamentais para a navegação no espaço profundo, onde até mesmo o menor dos erros poderia causar o fracasso de uma missão espacial.

O segredo de produzir um relógio extremamente preciso é acelerar seu batimento. "Se você tem um erro, descobre ele muito rápido", disse Jun Ye, que desenvolveu o relógio atômico do JILA. O relógio de Ye dá 430 milhões de "batidas" por segundo.

Seu pêndulo utiliza milhares de átomos de estrôncio, suspensos em uma grade de luz laser. Isso permite que os pesquisadores aprisionem os átomos e meçam o movimento da energia em seu interior.

"Em resumo, estamos avaliando a estrutura de energia do átomo. Nós examinamos como os elétrons fazem a transição entre diferentes conjuntos de níveis de energia", disse ele.   Continuação...