ENTREVISTA-Dedic quer triplicar receita até 2012, para R$1 bi

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 17:47 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A Dedic, empresa do grupo Portugal Telecom que presta serviços de atendimento ao cliente, acredita já ter alcançado representatividade suficiente no grupo para galgar novos vôos.

A empresa brasileira, que desde 2006 está sob o comando do português Paulo Neto Leite, quer alcançar 1 bilhão de reais em faturamento anual até 2012 --mais de três vezes os 330 milhões de reais projetados para este ano-- e se tornar a plataforma de atendimento aos clientes da Portugal Telecom em todos os países em que o grupo atua, começando pela África.

O executivo afirmou em entrevista à Reuters que parte de seu trabalho, ao chegar na companhia, foi renegociar contratos. Ele admitiu ter aberto mão de apenas um deles, que não era rentável, e ter priorizado a extensão dos demais para negócios de longo prazo.

Hoje, o período médio dos contratos da Dedic é de três anos e já existem alguns de cinco anos, enquanto os anteriores eram de um ou dois anos. Os contratos com a Caixa Seguros e a Energias do Brasil, por exemplo, fechados este ano, são de três anos.

Agora, o presidente considera que a empresa entra em uma fase de "crescimento sustentado", com patamares de dois dígitos de alta na receita anual.

Um efeito indireto do crescimento, na opinião do executivo, vai ser a redução da participação da Vivo, ainda sua maior cliente, na receita. Hoje, a maior operadora de celular do Brasil, da qual a Portugal Telecom controla metade do capital, responde por 74 por cento da receita da Dedic, que em 2007 foi de 287 milhões de reais.

"Esse índice já foi de 96 por cento, mas em 2012 não será mais que 40 por cento", afirmou Leite.

A Dedic foi criada no final de 2002, a partir da estrutura de teleatendimento existente para o antigo setor de pagers da operadora Mobitel. Com o avanço do uso dos celulares e a possibilidade de mandar mensagens pelo telefone móvel, o segmento caiu em desuso no país e a estrutura de atendimento ficou ociosa.   Continuação...