Positivo aposta na personalização para levar PCs a mais famílias

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 14:43 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - De olho em um contigente de mais de 20 milhões de residências do país que ainda não têm computador, a Positivo Informática, empresa que mais vende PCs no varejo brasileiro, definiu a personalização como estratégia para ampliar a adesão das famílias ao equipamento.

A empresa brasileira contratou a norte-americana Ideo para criar uma linha de computadores de mesa que pode ter o gabinete personalizado pelo usuário com imagens ou fotos suas e de sua família.

Em uma pesquisa com residências que haviam comprado seu primeiro computador, a Positivo percebeu que todos tinham algum tipo de personalização -- adesivos, fotos, enfeites. "Hoje o computador é o centro da sala dessas famílias, passou a ocupar o lugar que a TV tinha antigamente", afirmou Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática, em encontro com a imprensa.

Segundo o executivo, a idéia inicial era agradar a classe C -- segmento onde a venda de computadores mais cresce hoje -- "mas a estratégia evoluiu e vimos que ela pode agradar a qualquer classe", afirmou Rotenberg, citando, inclusive, as famílias de classe B que tenham filhos adolescentes, por exemplo.

Os desktops da família Faces permitem a troca da frente do gabinete com ilustrações prontas ou que o usuário mesmo produza, graças a um software instalado na máquina. Ele também tem alça para facilitar o transporte.

As máquinas começam a ser vendidas em outubro a preços que variam entre 1.200 e 1.999 reais.

Segundo dados apresentados pela Positivo nesta quinta-feira, a penetração de PCs na classe C passou de 18,8 por cento em 2006 para 25 por cento em 2007. Hoje, entretanto, ainda existem 20 milhões de casas dessa faixa de renda que não têm computador.

Na classe B, apesar da penetração já ser de 63 por cento, 3,3 milhões de casas ainda não possuem um PC.   Continuação...