OI avalia fechar capital da Amazônia Celular

sexta-feira, 18 de julho de 2008 09:56 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Oi deu início à oferta pública pelas ações preferenciais da Tele Norte Celular Participações e de sua controlada, a Amazônia Celular.

Ao mesmo tempo, a Oi informou que estuda uma reorganização societária para simplificar a estrutura da companhia e dar maior liquidez aos papéis e, por isso, pode substituir as ações das empresas da Região Norte pelos seus próprios papéis.

Segundo o comunicado da Oi ao mercado de capitais, divulgado nesta sexta-feira, ela está analisando "alguns métodos alternativos para implementar a reorganização societária de forma que ela seja realizada no melhor interesse da ofertante, de seus acionistas e dos acionistas da TNCP e da Amazônia Celular".

Ela disse ainda não ter determinado quais operações serão necessárias à implementação da reestruturação, que poderá incluir incorporações ou incorporações de ações envolvendo a TNCP e a Amazônia Celular.

A Oi adquiriu o controle da Tele Norte Celular e da Amazônia em dezembro passado, em negócio com a Vivo . Em março deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu seu aval ao negócio, permitindo que fosse efetivada a compra do controle.

A oferta pelas ações sem direito a voto será feita pelo Credit Suisse S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, intituição intermediária contratada pela Telemar Norte Leste.

O período de oferta é de 32 dias a partir desta sexta-feira, ou até 19 de agosto, data em que a empresa irá realizar leilão na Bovespa.

A Oi pretende adquirir a totalidade de ações PN que estejam nas mãos dos controladores e até um terço dos papéis sem direito a voto em circulação.

O preço de aquisição, de 33 reais, foi calculado com base na média ponderada de cotação das ações preferenciais da TNCP nos 30 pregões anteriores a 1o de agosto de 2007, acrescida de um prêmio de 25 por cento.

A Oi também aguarda mudanças nas leis brasileiras e autorização dos órgãos reguladores para assumir o controle da Brasil Telecom, conforme acordo acertado no final de abril.

(Reportagem de Taís Fuoco; Edição de Renato Andrade)