UE quer penetração da banda larga em 30% até 2010

quarta-feira, 19 de março de 2008 16:16 BRT
 

BRUXELAS (Reuters) - A Comissão Européia quer elevar a penetração da Internet rápida na União Européia para 30 por cento em 2010, ante os 20 por cento atuais, em um esforço para impulsionar crescimento econômico, afirmou a principal agência do setor de telecomunicações do continente.

A comissária da área de telecomunicações e tecnologia do bloco, Viviane Reding, disse que apenas oito dos 27 membros da UE estão à frente dos Estados Unidos em uso de banda larga. Dinamarca, Finlândia, Holanda e Suécia lideram o mercado com quase 30 por cento dos domicílios conectados.

"Esses países europeus, junto ao Reino Unido, Bélgica, Luxemburgo e França, tinham índices médios de penetração de banda larga superiores aos dos Estados Unidos em julho do ano passado", disse Viviane em seu relatório anual sobre o mercado de telecomunicações.

Na média, a União Européia obteve 20 por cento de índice de penetração de banda largam enquanto os Estados Unidos tiveram 22,1 por cento em 2007.

Viviane afirmou que ela quer que a taxa de penetração atinja 30 por cento até 2010 e que as propostas de reformas do mercado de telecomunicações que ela fez ajudarão o bloco a atingir esse objetivo.

A comissária afirmou considerar que o aumento do uso de banda larga é um fator chave para ampliar a competição no mercado, oferecendo mais opções ao consumidor e pressionando os preços para baixo. Além disso, ela também enxerga a banda larga como opção para geração de novos negócios, especialmente em áreas remotas.

O mercado de telecomunicações na União Européia, de 300 bilhões de euros (cerca de 470 bilhões de dólares) cresceu 1,9 por cento no ano passado, depois de ver o investimento das operadoras se expandir pelo quinto ano consecutivo, mas o órgão regulador do bloco informou nesta quarta-feira que mais esforços precisam ser feitos para incentivar o uso da banda larga.

"O modelo regulatório europeu foi desenhado para ampliar a competição no mercado de telecomunicações e isso certamente terá um retorno", disse ela.

"De qualquer forma, esse trabalho ainda não está concluído. A competição está limitada pelo acesso às redes fixas, que hoje ainda é oferecido pelas concessionárias para 86,5 por cento da população", disse ela, referindo-se aos antigos monopólios estatais Deutsche Telekom e France Telecom.   Continuação...