Licenças de 3G para São Paulo saem com ágio menor

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 18:50 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Cada uma das quatro grandes operadoras de telefonia móvel do país ficou com licenças para operar a terceira geração do celular (3G) na maior parte do Estado de São Paulo, após lances mais contidos no segundo dia do leilão de licenças promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O ágio médio na disputa, que combina o direito de explorar o mercado mais rico do país com Estados das regiões Norte e Nordeste, ficou em 51 por cento, bastante menos agressivo do que a média de 154 por cento pelas cinco licenças vendidas na véspera que cobriam essencialmente Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

A Vivo, maior operadora do país, levou duas licenças pelo valor de 299 milhões de reais, mantendo-se em linha com o ágio médio. A Oi (antiga Telemar) acabou por assumir o maior ágio, quase 68 por cento, para arrematar as licenças da área por último, com desembolso de 332 milhões de reais.

A TIM conseguiu praticar o menor ágio, 43 por cento, oferecendo 362,45 milhões de reais pelas licenças, incluindo uma com subfaixa maior, e a Claro, também com uma subfaixa mais ampla, ofereceu 352,65 milhões de reais ou ágio de 46 por cento.

No final da tarde desta quarta-feira, com 17 licenças vendidas, a Anatel já havia arrecadado mais de 5 bilhões de reais, alcançando ágio médio de 89,5 por cento. O preço mínimo dessas licenças chegava perto de 2,7 bilhões de reais.

A Anatel também vendeu licenças para a região que inclui Estados do Sul, Centro-Oeste e Norte, basicamente equivalente à área de atuação da Brasil Telecom, que acabou ficando com uma das autorizações. As três maiores operadoras de celular também conquistaram uma licença dessa área cada, mas a Oi, parte de uma fusão que estaria sendo gestada com a Brasil Telecom, ficou de fora.

A Telemig, comprada recentemente pela Vivo, fez lance de vencedor de 15,23 milhões de reais por uma licença referente à área do Triângulo Mineiro, com ágio de 36 por cento. A Nextel, operadora de serviços corporativos, não havia arrematado nenhuma licença até o 17o lote.

A Anatel ainda licitará licenças para a área de Franca, interior de São Paulo, e de Minas Gerais.

(Reportagem de Renata de Freitas)