ENTREVISTA-Demanda por velocidades mais altas desafia teles

sexta-feira, 22 de agosto de 2008 07:15 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - À medida que transmissões de vídeo ganham popularidade na Internet e cresce o volume de informaçoões trafegadas entre os internautas, a demanda por conexões cada vez mais velozes e mais largura de banda pressiona as operadoras.

A banda larga continua crescendo de forma acelerada no Brasil, mas a competição entre as modalidades de conexão --cabo, linha telefônica e celular, principalmente-- se dá agora para saber quem vai conseguir a maior velocidade a um custo mais acessível ao cliente.

Pedro Ripper, presidente da Cisco, que desde 2006 patrocina a pesquisa Barômetro Cisco de Banda Larga, acredita que "a pressão de um novo concorrente gera sempre uma onda de inovação nas empresas existentes".

Os números apresentados nesta semana pela pesquisa mostram que a banda larga móvel, por exemplo, já representa 13 por cento das conexões de alta velocidade --sem contar os acessos feitos pelo próprio aparelho celular ou smartphone, só as conexões via PC.

Esse quadro vai levar, invariavelmente, a um movimento por parte das operadoras que vendem conexões fixas, como via cabo ou linhas telefônicas. "(As operadoras) não vão ficar passivas, assistindo, e por isso devem se renovar", afirmou à Reuters.

Ripper ressaltou que "nenhuma solução é trivial" e todas envolvem investimentos.

Ele lembrou que, hoje, as conexões de banda larga móvel que começam a ganhar popularidade envolvem velocidades de 2 a 3 megabits por segundo (Mbps). Por isso, as operadoras fixas que oferecerem de 4 Mbps em diante conseguem um diferencial.

Acima de 8 Mbps "as empresas de cabo têm uma vantagem clara" sobre as operadoras de telefonia fixa porque conseguem ampliar a velocidade oferecida em suas redes a 20 Mbps "sem dificuldade", com custos baixos, acrescentou.   Continuação...