Novas operadoras em SP podem levar celular à classe D

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 15:25 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A chegada de duas novas operadoras de celular ao Estado de São Paulo, o maior mercado consumidor do país, não deve alterar o atual ranking de operadoras, mas pode garantir a entrada da população de classe D nesse mercado.

As operadoras Oi e a novata "aeiou" chegam quase ao mesmo tempo ao mercado paulista. A primeira teve de adiar a estréia por enfrentar resistências ao compartilhamento de infra-estrutura com as rivais e, por isso, vai começar a operar em outubro. Mas a segunda promete iniciar as vendas já em setembro.

São Paulo é o único Estado do país com apenas três operadoras (Vivo, TIM e Claro) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tentou, por três vezes, licitar frequências no Estado sem sucesso, o que levanta a dúvida: São Paulo tem menos celulares por habitante porque tem menos concorrentes ou porque, na verdade, não tem tanto potencial consumidor assim?

A teledensidade --índice que mede o número de celulares em cada 100 habitantes-- é menor em São Paulo que a registrada em em outras cinco unidades da federação. Respectivamente, os maiores são Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Goiás, segundo dados da Anatel de julho.

Para o analista Alex Pardellas, do Banif, "aparentemente não há justificativa para São Paulo ter uma teledensidade menor que o Rio de Janeiro ou o Rio Grande do Sul. A renda (dos paulistas) não é menor, pelo contrário", afirmou ele à Reuters.

Na sua avaliação, "ainda há espaço para crescimento da taxa de penetração" em São Paulo, além da tentativa de captura dos clientes das rivais, "o que não é algo fácil", pondera.

OPORTUNIDADE X SATURAÇÃO

Júlio Puschel, analista do Yankee Group, acredita que "sempre há oportunidades, mesmo em mercados saturados, desde que exista um novo modelo de negócio".   Continuação...