Vivo busca aumento de margem após ganho de eficiência

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008 13:28 BRT
 

Por Renata de Freitas e Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - 2007 foi o ano em que a Vivo menos sofreu perda de mercado, ao mesmo tempo em que conseguiu reduzir o custo de aquisição de clientes pela aposta nos canais próprios de distribuição. Esse ganho de eficiência, avalia o presidente da empresa, Roberto Lima, vai se refletir em aumento da margem de lucro operacional.

"Daqui para frente, é buscar margem", afirmou a jornalistas o executivo-chefe da maior operadora de telefonia móvel do país, após ter divulgado nesta quinta-feira resultado do quarto trimestre --lucro líquido de 28,3 milhões de reais.

No resultado do ano, a Vivo registrou em 2007 um prejuízo de 99,4 milhões de reais.

A comparação trimestral e anual com o resultado líquido de 2006 fica prejudicada por causa de crédito fiscal de 740 milhões de reais e reversão de Pis e Cofins de 136 milhões de reais gerados na simplificação da estrutura do grupo naquele ano. No quarto trimestre de 2006, a Vivo teve lucro de 885,6 milhões de reais e ganho de 16,3 milhões de reais naquele ano.

Operacionalmente, a Vivo conseguiu em 2007 aumentar em quase 21 por cento a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), chegando a 3,13 bilhões de reais. A margem Ebitda avançou 1,4 ponto percentual de um ano para o outro, alcançando 25,1 por cento.

Embora tenha se recusado a dar uma meta para a margem Ebitda em 2008, Lima comentou que gostaria de ficar acima de 25 por cento. No quarto trimestre de 2007, a operadora chegou a 26,9 por cento, considerando-se Ebitda de 908,3 milhões de reais, mas ainda 2,3 pontos abaixo da margem do último trimestre de 2006.

MAIOR EM 2008

O executivo destacou a redução de 10,4 por cento no custo de aquisição de clientes decorrente dos preços mais competitivos em aparelhos com a tecnologia GSM --adotada no ano passado pela operadora após anos apostando exclusivamente no CDMA-- e também do crescimento de 25 por cento nas ativações feitas em lojas próprias, quando não é preciso pagar comissão aos varejistas.   Continuação...