Palm aposta no celular "Centro" e faz planos para 2009

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008 10:28 BRT
 

Por Franklin Paul

NOVA YORK (Reuters) - A Palm está contando com vendas sólidas e com a distribuição ampliada de seu celular inteligente de baixo preço, Centro, para se manter à tona até lançar em 2009 aguardados modelos que foram redesenhados.

As vendas do Centro, lançado no final do ano passado em parceria com a Sprint Nextel, até o momento excederam as expectativas e o modelo conquistou as mulheres e os consumidores mais jovens, que estão adquirindo seu primeiro celular inteligente, disse Broadie Keast, vice-presidente sênior de marketing da Palm.

Mas ele admite que a força nas vendas do minúsculo aparelho de 99 dólares, que esta semana passa a ser oferecido também a clientes da AT&T, contrasta com o desempenho chocho dos demais produtos da empresa, pioneira na produção de computadores de mão e de celulares como o Treo, acionados por toques na tela.

"Estamos certamente ampliando os negócios (do Centro). O que torna difícil perceber que isso está acontecendo é que ainda temos um legado (no segmento de computadores de mão), que está em declínio", disse Keast em entrevista à Reuters.

Embora a Palm planeje lançar novas versões de sua linha Treo, de maior porte, este ano, as vendas de alguns dos modelos que operam com software da Microsoft já deixaram de crescer. A Palm espera que o crescimento retorne no ano que vem, quando lançará um sistema de software para celulares reformulado e uma nova linha de aparelhos equipados com ele.

"Assim, ao observar o desempenho da Palm como um todo, a questão do Centro termina parcialmente diluída pelo declínio nas vendas de computadores de mão e pelo enfraquecimento na linha de produtos Windows Mobile, que deixou de ser competitiva como no passado", alega.

A Palm espera dedicar o ano a desenvolver novos planos, possibilitados por um acordo de recapitalização de 325 milhões de dólares que fez com o grupo de investimentos Elevation Partners, acionista da empresa com 27 por cento de participação.

REUTERS AAJ