América Móvil e Telmex precisam de restrições,defende Telefónica

quinta-feira, 22 de novembro de 2007 08:37 BRST
 

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - As gigantes mexicanas de telecomunicações América Móvil e Telmex deveriam ser declaradas dominantes e sofrer restrições impostas por práticas anticompetitivas, defendeu a unidade da Telefónica no México.

Francisco Gil, presidente da Telefónica México, afirmou que sua empresa entregou documentos para autoridades mexicanas de defesa da concorrência com evidências sobre a dominância da América Móvil e da Telmex, ambas controladas pelo bilionário Carlos Slim.

"O objetivo final é que eles imponham uma série de obrigações à Telmex e Telcel em seus mercados de modo a dar um fim ao uso abusivo de suas posições de domínio do mercado", afirmo Yago Bazaco, membro do conselho da Telefónica México.

A Telcel é o nome comercial que a América Móvil usa no México para seus serviços de telefonia móvel.

A agência de defesa da concorrência do México, a Comissão Federal de Competição, afirmou em outubro que logo reabrirá investigações acerca da dominância da América Móvil e da Telmex, o que deve levar a restrições a ambas as empresas.

"Nosso objetivo é ajudar a Comissão Federal de Competição", disse Gil durante conferência.

A Telmex opera mais de 90 por cento das linhas fixas do México e no Brasil controla a operadora de longa distância Embratel. Já a América Móvil é a maior operadora de telefonia celular da América Latina, com mais e 143 milhões de clientes, incluindo o Brasil, onde opera sob a marca Claro. No México, a companhia detém participação de cerca de 73 por cento dos aparelhos celular em uso.

A Telefónica é a maior rival da América Móvil na América Latina.