Alemanha busca novos Einsteins para nova era de descobertas

quinta-feira, 22 de novembro de 2007 14:51 BRST
 

Por Madeline Chambers

GOETTINGEN, Alemanha (Reuters) - Ela pode ter trazido ao mundo a aspirina, a ciência de foguetes, a física quântica e o motor a diesel, mas os dias de glória científica da Alemanha passaram e o país agora caça novas gerações de Einsteins.

Décadas de baixo investimento e desgosto com o uso que o nazismo deu aos avanços científicos fizeram com que a terceira maior economia do mundo ficasse atrás de competidores globais, causando preocupação entre líderes empresariais e gerando alertas de economistas.

Com apenas cinco universidades na lista dos 100 mais importantes centros de pesquisa do mundo, que é dominada pelos Estados Unidos, a Alemanha lançou um plano para competir por financiamento.

Os dois prêmios Nobel concedidos no mês passado a pesquisadores alemães --um físico e um químico-- foram motivo de orgulho para a herança científica do país.

"Você perde reputação em longos períodos de tempo e isso faz com que leve um bom tempo para reconquistá-la", disse Kurt von Figura, reitor da Universidade Georg-August, um dos centros educacionais mais antigos e prestigiados da Alemanha.

E o registro de prêmios Nobel concedidos não fornece tranquilidade para a comunidade científica alemã.

Entre 1901 e 1931, as universidades e instituições da Alemanha geraram 15 vencedores da honraria em química e 10 em física, mais do que qualquer outro país.

Mas desde 1984, instituições norte-americanas conquistaram quase 10 vezes mais o número de prêmios Nobel obtidos pelos alemães em ambos os campos científicos.   Continuação...