23 de Novembro de 2007 / às 11:56 / 10 anos atrás

Alemanha busca novos Einsteins para nova era de descobertas

Por Madeline Chambers

GOETTINGEN, Alemanha (Reuters) - Ela pode ter trazido ao mundo a aspirina, a ciência de foguetes, a física quântica e o motor a diesel, mas os dias de glória científica da Alemanha passaram e o país agora caça novas gerações de Einsteins.

Décadas de baixo investimento e desgosto com o uso que o nazismo deu aos avanços científicos fizeram com que a terceira maior economia do mundo ficasse atrás de competidores globais, causando preocupação entre líderes empresariais e gerando alertas de economistas.

Com apenas cinco universidades na lista dos 100 mais importantes centros de pesquisa do mundo, que é dominada pelos Estados Unidos, a Alemanha lançou um plano para competir por financiamento.

Os dois prêmios Nobel concedidos no mês passado a pesquisadores alemães --um físico e um químico-- foram motivo de orgulho para a herança científica do país.

"Você perde reputação em longos períodos de tempo e isso faz com que leve um bom tempo para reconquistá-la", disse Kurt von Figura, reitor da Universidade Georg-August, um dos centros educacionais mais antigos e prestigiados da Alemanha.

E o registro de prêmios Nobel concedidos não fornece tranquilidade para a comunidade científica alemã.

Entre 1901 e 1931, as universidades e instituições da Alemanha geraram 15 vencedores da honraria em química e 10 em física, mais do que qualquer outro país.

Mas desde 1984, instituições norte-americanas conquistaram quase 10 vezes mais o número de prêmios Nobel obtidos pelos alemães em ambos os campos científicos.

"É difícil medir, mas alguns dados sugerem que a Alemanha não está indo tão bem mais e precisa fazer tudo que puder para reverter a situação. Inovação é essencial para a economia no longo prazo", disse Klaus Schruefer, economista do SEB em Frankfurt.

Até 2010, pequenas e médias empresas da Alemanha terão falta de 30 mil pesquisadores, afirma a Câmara de Indústria e Comércio DIHK do país.

"Precisamos investir em pesquisa para sermos capazes de desenvolvermos os produtos de amanhã. Se não tivermos cientistas para fazer esse trabalho, não teremos produtos competitivos", disse Stepham Wimmers, especializado em tecnologia na DIHK.

A Alemanha perdeu há alguns anos para rivais como China e Coréia do Sul lugares na lista dos países que mais registram patentes no mundo.

O número de patentes alemãs atingiu um pico em 2000 com cerca de 53 mil registros, mas caiu desde então para cerca de 48.500. Enquanto isso, China e Coréia do Sul encaminharam mais que o dobro desse volume, com os Estados Unidos e Japão superando todos, com cerca de 400 mil.

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