Dell e Microsoft se unem para vender computadores Red

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 11:18 BRST
 

Por Daisuke Wakabayashi

SEATTLE (Reuters) - A Dell e a Microsoft estão se aliando para lançar computadores do "Product Red", projeto que prevê a doação de fundos para o combate à Aids.

As empresas pretendem doar até 80 dólares por unidade de computador vendida para o desenvolvimento de remédios de combate à doença na África.

A Dell vai começar a vender dois modelos de laptop e um de desktop acionados pelo sistema operacional Windows Vista, da Microsoft, na sexta-feira. As duas empresas doarão 50 dólares por laptop e 80 dólares por computador de mesa ao Global Fund, que financia programas de saúde na África.

O Red, fundado pelo cantor do U2, Bono, e por Bobby Shriver, trabalha para desenvolver produtos em parceria com marcas como Motorola, Apple e Gap, as quais posteriormente doam parte dos lucros gerados pelos produtos à produção de medicamentos de combate à doença.

A Microsoft afirmou esperar que "centenas de milhares" de computadores Dell (Red) sejam vendidos em 2008. O computador, cujo design contou com a participação de Bono, terá um revestimento vermelho característico, e a interface do Windows terá um fundo e uma barra de tarefas vermelhos.

"Meu trabalho é colocar alguma poesia nas máquinas, dar às máquinas algum pique," disse Bono em entrevista à Reuters.

Desde sua criação, em 2006, o Projeto (Red) arrecadou 53 milhões de dólares para o Global Fund. Bono, que espera superar esse total em 2008, disse que a organização perdeu alguns parceiros potenciais depois que um artigo na Advertising Age questionou a efetividade da campanha.

Bill Gates, o presidente do conselho da Microsoft e doador de parte do capital inicial do Red, defendeu o grupo, dizendo que seu trabalho salvou vidas que, de outra forma, teriam sido perdidas.

"Acho que é possível criticar até atividades que salvam vidas. Não sei como, mas se alguém tiver idéia melhor que o (Red) para salvar mais vidas, sou todo ouvidos," disse Gates em entrevista. "Para mim, o projeto representa um uso criativo do capitalismo."

(Reportagem de Daisuke Wakabayashi)