Aeronaves pilotadas por controle remoto explorarão furacões

segunda-feira, 26 de maio de 2008 17:56 BRT
 

Por Jim Loney

MIAMI (Reuters) - Pesquisadores norte-americanos estão preparando o uso de aeronaves controladas por controle remoto para penetrar nos olhos dos furacões no oceano Atlântico, na expectativa de aprender mais sobre o que desencadeia as tempestades gigantes.

Mas esses aviões terão que decolar da ilha caribenha de Barbados porque a autoridade de aviação dos Estados Unidos não permitirá que os pequenos aviões sejam lançados do solo norte-americano por temor de que eles possam colocar outras aeronaves em perigo.

Os pesquisadores de tempestades estão confiantes de que seu aviões controlados à distância, que lembram aviões de aeromodelismo mas podem ser controlados por satélite, darão a eles um cenário mais completo do núcleo dos furacões do que eles jamais conseguiram antes.

Os aviões podem voar até o olho da tempestade a até 91 metros acima da superfície do mar e enviar um fluxo constante de leituras de temperatura, pressão, ventos e umidade.

"Ele pode obter números que não conseguiríamos de outra forma", afirmou Joe Cione, pesquisador de meteorologia no U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration.

"Essa área da tempestade é crucial porque é onde se encontram os ventos máximos. Isso nos dará um melhor entendimento de onde a energia é extraída do mar".

Fabricados pela australiana Aerosonde Pty e custando entre 50 e 80 mil dólares, as aeronaves ainda sem nome medem apenas 2,1 metros de comprimento, 2,7 metros de envergadura e pesam somente 12,7 quilogramas.

Os aviões são muito menores e menos sofisticados que os usados pelo Exército dos Estados Unidos em áreas de guerra. Movidos por um motor de 24 cilindradas e uma única hélice, eles podem voar a cerca de 113 quilômetros por hora e cobrir uma área de 3,2 mil quilômetros com apenas um tanque cheio de combustível(2,5 litros), explicou Cione.