Mercado de proteção a aparelhos móveis ainda não decolou

terça-feira, 27 de maio de 2008 15:41 BRT
 

Por Jim Finkle

BOSTON (Reuters) - O mercado de software para proteção a aparelhos móveis como celulares inteligentes ainda não decolou a despeito das vendas robustas de dispositivos como o BlackBerry, da Research in Motion, ou o iPhone, da Apple .

Enrique Salem, vice-presidente de operações da Symantec, estima que o mercado movimente hoje algumas centenas de milhões de dólares por ano.

"Está crescendo. Mas dado o número de aparelhos, o número de celulares inteligentes, seria de imaginar que o crescimento fosse maior", disse Salem em conferência. "Não posso fornecer números exatos, mas o ritmo é mais lento do que poderíamos imaginar."

Como a Symantec, a McAfee vende produtos de segurança para aparelhos novos e tem novos produtos em desenvolvimento. "Nós certamente vemos uma oportunidade nesse segmento", disse Dave DeWalt, presidente-executivo da McAfee, à mesma conferência.

Por enquanto, a segurança para aparelhos móveis é vista como um recurso extra em programas criados para combater software malévolo em computadores pessoais e laptops, disse Mike Haro, analista sênior da Sophos, a maior fabricante de software de segurança, uma empresa de capital fechado.

Mas isso está começando a mudar, disse. "Os clientes estão começando a pensar em que estratégia devem adotar para os celulares inteligentes", ele disse em entrevista.

Alguns dos mais sofisticados produtos de segurança para aparelhos móveis estão disponíveis no Japão, onde operadoras de telefonia móvel como a NTT DoCoMo oferecem software de segurança que os usuários podem baixar para seus aparelhos.

Eles pagam uma assinatura mensal pelo uso do software, diz Salem.

Os especialistas dizem que um dos motivos para o crescimento lento é que, ao contrário do mundo dos computadores pessoais, no qual o sistema operacional Windows, da Microsoft, aciona a maior parte das máquinas vendidas, ainda não surgiu uma plataforma dominante entre os aparelhos móveis.

Isso os torna menos atraentes para os hackers, que não querem o trabalho de desenvolver tecnologias que permitam invadir múltiplos sistemas.