30 de Maio de 2008 / às 17:53 / em 9 anos

Telefónica vê desafio maior em novos rivais

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da unidade brasileira grupo Telefónica citou nesta quarta-feira os competidores até agora pouco ou nada tradicionais no setor de telecomunicações, como Google e Yahoo, como um dos principais desafios da companhia neste momento.

“A história foi muito favorável para a Telefónica, mas ela já passou”, afirmou Antonio Carlos Valente, presidente do grupo Telefónica no Brasil, em palestra nesta sexta-feira.

Segundo ele, a empresa sempre teve competidores conhecidos, “primeiro as empresas de telefonia fixa, depois as de telefonia móvel, e mais recentemente as empresas de cabo, que agora também oferecem pacotes de serviços”.

O executivo ressaltou, entretanto, que “ainda não está acontecendo, mas vai acontecer” a chegada de competidores não tradicionais, “como Google e Yahoo, que certamente terão influência no setor de telecomunicações”.

Os avanços das empresas de Internet sobre o segmento de telecomunicações têm provocado mudanças no setor, como a chegada da telefonia via protocolo IP (VoIP), que reduz os custos de chamadas dos usuários. Para além disso, as companhias “pontocom” também começam a abraçar a telefonia móvel.

O Google, por exemplo, planeja lançar no segundo semestre uma plataforma aberta de software para celulares chamada Android e participou de leilões de frequências de telefonia nos Estados Unidos realizados este ano.

Outro desafio da Telefónica neste momento, citado pelo executivo, é integrar serviços novos no pacotes que oferece aos clientes. Valente lembra que a Telefônica nasceu em 1927 e passou boa parte do tempo como operadora de telefonia fixa. Hoje, entretanto, “os clientes não têm mais interesse em comprar um único produto, eles querem pacotes que incluam no mínimo telefonia, banda larga e entretenimento”.

Tal movimento começou para a Telefónica no mercado brasileiro em outubro do ano passado, depois de compra de parte do capital da TVA e da licença adquirida para atuar no segmento de TV por meio de satélite.

“É um desafio dos mais importantes pelas mudanças de processos e sistemas envolvidos e pelas alterações nas formas de atuar internamente”, afirmou Valente, já que até então toda a operação da empresa no Brasil era dedicada à telefonia fixa e banda larga.

O executivo preferiu não fazer comentários sobre o atual momento da telefonia brasileira, nem sobre a compra da Brasil Telecom pela Oi em particular, afirmando que ainda não era o momento e que preferia esperar o panorama do mercado ficar mais claro.

A operação depende de uma mudança na atual legislação que regula o setor e na quinta-feira, pela segunda semana consecutiva, os conselheiros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiaram a aprovação do documento que propõe as mudanças.

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