IBM reciclará placas de silício para indústria de energia solar

terça-feira, 30 de outubro de 2007 16:10 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - A IBM afirmou nesta terça-feira que desenvolveu um sistema de reciclagem de placas de silício que pode ajudar a reduzir a falta de silício refinado, causadora da limitação na produção de painéis de energia solar.

A IBM disse que pode remover propriedade intelectual de placas semicondutoras descartadas feitas de silício. A empresa poderá então vendê-las à indústria de energia solar que usa silício em células foto-voltaicas que geram eletricidade em cima dos telhados.

Todos os dias cerca de 250 mil placas são produzidas no mundo para fabricação de chips para celulares, computadores e para monitorar e controlar a produção, segundo um grupo da indústria de placas.

A IBM estima que 3,3 por cento dessas placas são jogadas fora, o que soma aproximadamente 3 milhões de placas descartadas por ano. A empresa calcula que o silício descartado poderia gerar 13,5 megawatts de energia solar.

Essa é uma pequena quantidade sobre todos o mercado solar global. A Sharp, maior fabricante mundial de painéis solares, produz cerca de 710 megawatts em células solares por ano. Mas segundo Eric White, engenheiro da IBM envolvido no desenvolvimento do novo processo de reciclagem, disse que conforme a indústria de semicondutores cresce, mais placas devem se tornar disponíveis para a indústria de energia solar.

A energia solar é responsável por menos de 1 por cento da eletricidade global, mas nos últimos anos as vendas de painéis solares têm crescido entre 30 e 40 por ano. Em 2007, a indústria solar empatou com a indústria de computadores em consumo de silício refinado, material que requer alta temperatura e grande quantidade de energia para ser produzido.

"Um dos desafios da indústria solar é a grande falta de silício, que ameaça afetar seu rápido crescimento", disse Charles Bai, presidente financeiro da empresa chinesa de energia solar ReneSola, em comunicado sobre a reciclagem da IBM. "Esse é o motivo porque nos voltamos para os materiais fornecidos pela indústria de semicondutores para nos suprir da matéria prima que precisamos."

(Por Timothy Gardner)