30 de Julho de 2008 / às 12:11 / 9 anos atrás

Prejuízo da Vivo cai com receita maior e Telemig

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A maior operadora de telefonia celular do Brasil, a Vivo, encerrou o segundo trimestre com um prejuízo líquido menor em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi influenciado por aumento de receitas e pela incorporação dos números da Telemig Celular, comprada pela companhia no ano passado.

A Vivo teve prejuízo líquido de 59,5 milhões de reais, queda de 8,6 por cento sobre a perda sofrida no mesmo período de 2007, cujos números foram ajustados agora para refletir a incorporação da Telemig.

Sem a inclusão da operadora, o balanço da Vivo no segundo trimestre de 2007 tinha mostrado prejuízo de 112,8 milhões de reais.

A operadora não informou o resultado final do trimestre passado sem a inclusão dos números da Telemig, que em comunicado separado divulgou que o lucro líquido na mesma comparação caiu de 47,7 milhões de reais para 10,2 milhões de reais.

A Vivo teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 879,3 milhões de reais, ante Ebitda de 757,8 milhões de reais registrados no mesmo período de 2007.

A margem Ebitda passou de 22,6 por cento para 23,2 por cento.

A companhia, controlada pelos grupos Telefónica e Portugal Telecom, encerrou o segundo trimestre com 40,43 milhões de clientes, 19,7 por cento acima da base do mesmo período de 2007. Excluindo-se Telemig, a Vivo teve 36,17 milhões de clientes entre abril e junho.

Apesar do aumento na base de clientes, a Vivo conseguiu uma redução de 15,8 por cento na provisão para dívidas de difícil recuperação, que encerrou o segundo trimestre em 90,8 milhões de reais.

A receita média por assinante (Arpu, na sigla em inglês) caiu 3,7 por cento, para 28,8 reais, mas o tráfego total, medida de utilização dos serviços da companhia, subiu 46,9 por cento na comparação com o segundo trimestre de 2007.

No total, o faturamento líquido da Vivo subiu 12,9 por cento, para 3,79 bilhões de reais.

A empresa investiu no trimestre passado 1,56 bilhão de reais contra 360,5 milhões um ano antes por conta de despesas com pagamentos de licenças de terceira geração (3G), que somaram 1,2 bilhão de reais no período.

Edição de Renato Andrade

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