Nano-alimentos: o próximo alvo de medo dos consumidores?

quarta-feira, 30 de julho de 2008 14:45 BRT
 

Por Barbara Liston

ORLANDO, Estados Unidos (Reuters) - Os consumidores que já estão preocupados com alimentos clonados ou alterados por engenharia genética podem em breve descobrir mais uma variante de produtos polêmicos em seus carrinhos de supermercado: os nano-alimentos.

Defensores dos consumidores que participaram de uma conferência sobre segurança alimentar em Orlando, nos Estados Unidos, esta semana, disseram que alimentos produzidos com o uso da nanotecnologia estão chegando rapidamente ao mercado, e eles desejam que as autoridades dos EUA forcem os fabricantes a identificá-los claramente.

A nanotecnologia envolve o projeto e manipulação de materiais em escala molecular, menor que a espessura de um cabelo humano e invisível a olho nu. As empresas que utilizam a nanotecnologia dizem que ela pode reforçar o sabor ou efetividade nutricional de um alimento.

Funcionários do setor de saúde norte-americano preferem não usar alertas em rótulos de produtos a menos que existam razões claras para preocupação ou cautela. Mas os defensores dos consumidores dizem que a incerteza quanto às conseqüências à saúde desses produtos basta para justificar a identificação dos nano-alimentos.

"Acredito que a nanotecnologia seja a nova engenharia genética. As pessoas simplesmente não sabem o que está acontecendo, e ela se movimenta com grande rapidez", disse Jane Kolodinsky, economista especializada em assuntos de consumo na Universidade de Vermont, durante a conferência, de acordo com a Reuters Health.

Hansen disse que o público pouco sabe sobre os alimentos produzidos com nanotecnologia.

Novos bens de consumo criados por nanotecnologia estão chegando ao mercado à razão de três ou quatro por semana, de acordo com um grupo chamado Project on Emerging Nanotechnologies (PEN), com base em um inventário de mais de 609 produtos nanotecnológicos identificados ou com suspeita de usarem a ciência.

Os produtos de nanotecnologia que estão em uso comum hoje incluem leves raquetes de tênis e bicicletas, além de filtros solares que contêm versões transparentes, e não brancas, de óxido de zinco e dióxido de titânio.   Continuação...