July 31, 2008 / 10:04 PM / in 9 years

Indenizações e depreciação afetam resultado da OI

4 Min, DE LEITURA

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Efeitos não recorrentes de 333 milhões de reais, além de um aumento na depreciação de telefonia móvel, tiveram impacto negativo sobre o balanço da Oi no segundo trimestre.

A companhia teve lucro líquido de 249 milhões de reais entre abril e junho, uma redução de 46,8 por cento sobre igual período de 2007.

Dos efeitos não recorrentes, 315 milhões foram pagos para encerrar litígios que envolvem a Brasil Telecom, num compromisso que a Oi assumiu quando celebrou acordo para comprar o controle da companhia, em 25 de abril.

A Oi ainda pagou 18 milhões de reais em despesas de consultoria e assessoria jurídica para a aquisição da BrT. Esse gasto afetou tanto seu Ebitda como o resultado final do balanço.

Segundo José Luis Salazar, diretor de finanças e de relações com investidores da Oi, os valores "foram todos desembolsados nesse trimestre" e, por isso, não irão aparecer nos próximos demonstrativos da companhia.

Em teleconferência com jornalistas, Salazar salientou que iria tratar "exclusivamente dos resultados", recusando-se a falar de outros assuntos como o próprio processo de compra da Brasil Telecom, que ainda depende de mudança na legislação.

A empresa teve um aumento de 15,5 por cento na depreciação de telefonia móvel sobre igual trimestre de 2007, para 164 milhões de reais, motivado pela consolidação da Tele Norte Leste Celular.

Após sete trimestres em queda, a dívida da companhia também subiu por conta da compra de ações preferenciais da Brasil Telecom, da compra da Amazônia Celular, finalizada em abril, das despesas não recorrentes e do pagamento da primeira parcela das licenças de terceira geração.

A dívida bruta era de 13,129 bilhões de reais ao final de junho, ante 8,476 bilhões de reais no mesmo mês do ano passado. Com 7,430 bilhões de reais em caixa, o endividamento líquido era de 5,699 bilhões de reais no fim do trimestre.

CAPTAÇÕES

Segundo Salazar, o programa de captações que a Oi projetou para a compra do capital total da Brasil Telecom envolve "de 11 bilhões a 12 bilhões de reais", dos quais 65 por cento já estão captados.

Por isso, ele informou que a empresa ainda vai captar "pelo menos 3 bilhões de reais" neste segundo semestre, mas "ainda estuda as alternativas" para definir a fonte dos recursos.

A Oi também elevou a projeção de investimentos em 2008 para 4,5 bilhões de reais, em relação aos 4 bilhões de reais anteriormente previstos.

Segundo o executivo, o aumento deveu-se à maior competição no leilão de 3G. "A empresa esperava gastar em torno de 400 a 500 milhões de reais menos, mas o leilão foi bastante competitivo e os preços saíram acima do que esperávamos quando fizemos o orçamento", disse.

A Oi gastou 867 milhões de reais em licenças 3G.

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