25 de Setembro de 2008 / às 22:46 / 9 anos atrás

Independentes reclamam de exclusão no MySpace Music

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - Uma agência que reúne selos independentes reclamou na quinta-feira de ter sido excluída do lançamento do site MySpace Music, que vai oferecer milhões de canções para serem ouvidas gratuitamente e baixadas por uma taxa.

O serviço é uma parceria do MySpace (que pertence à News Corp.) com quatro grandes empresas: Universal (subsidiária da Vivendi), Sony BMG, Warner e EMI. Centenas de selos independentes --representando artistas conhecidos, como Franz Ferdinand, Tom Waits, Arctic Monkeys e Bjork-- ficaram de fora.

Cada uma das quatro grandes gravadoras tem uma pequena participação societária proporcional à sua participação no mercado fonográfico dos EUA. O faturamento, primariamente da publicidade, será dividido entre os selos e os artistas.

A agência Merlin, que representa gravadoras independentes do mundo todo, como Koch, Beggars Group, Tommy Boy e Domino, disse achar "frustrante" que o MySpace Music tenha começado a funcionar sem um acordo com as pequenas.

Juntas, as gravadoras representadas pela Merlin têm 9 por cento do mercado norte-americano, o que a colocaria em condições de igualdade com a EMI, a menor das quatro grandes.

Mas o executivo-chefe Charles Caldas disse que o contrato oferecido às independentes lhes dava uma participação apenas no faturamento dos anúncios, e não no crescimento do negócio MySpace Music como um todo --o qual seria alimentado por seus artistas.

No caso das grandes gravadoras, segundo ele, haveria lucro tanto com a publicidade quanto com o crescimento do serviço.

"Embora a Merlin continue as negociações, permanecemos extremamente preocupados no caso do MySpace Music que as grandes gravadoras estejam agindo não só como competidoras, mas, por meio de sua participação societária na empreitada, também como clientes e usuários finais", disse Caldas em nota.

Um assessor de imprensa da Merlin queixou-se mais tarde de que os selos independentes foram tratados como "cidadãos de segunda classe".

Em nota, a MySpace disse que a Merlin tem oportunidade para um acordo. "Oferecemos à Merlin um relacionamento que oferece para os selos e artistas da Merlin oportunidades iguais às oferecidas para todos os rótulos e artistas", disse a empresa.

O MySpace chegou a um acordo com a distribuidora independente de música digital The Orchard, que controla 1,3 milhão de faixas. Mas a Orchard não virou sócia do empreendimento.

Seu executivo-chefe, Greg Scholl, disse que essa opção lhe permitiu negociar uma participação "mais agressiva" no faturamento publicitário do que as quatro grandes sócias. Segundo ele, assumir uma participação societária não era prioridade para a The Orchard, que tem como clientes pequenos selos como Shanachie, Gut Recordings e Greensleeves.

Por Yinka Adegoke

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