Matsushita aposta todas as suas fichas na marca Panasonic

segunda-feira, 29 de setembro de 2008 15:09 BRT
 

Por Kiyoshi Takenaka

TÓQUIO (Reuters) - Depois de quase um século, a japonesa Matsushita está abandonando o nome de seu fundador e passará a ser conhecida pela sua marca mais popular, a Panasonic, e espera que isso e uma reserva de caixa de 11 bilhões de dólares sirvam para propelir seu crescimento internacional e a ajudem a enfrentar rivais como a Samsung Electronics e a Sony.

A expansão internacional é tarefa urgente para a Matsushita, que concentra metade de sua receita no Japão, um país que apresenta rápido envelhecimento populacional. A Sony registra mais de três quartos de suas vendas fora do Japão, ajudada em parte pela sua marca forte.

A Matsushita comercializa seus produtos no exterior sob a marca Panasonic, inclusive no Brasil, enquanto os vende no país sob a marca National, o que divide as atenções dos consumidores e também a identificação dos funcionários entre três marcas.

"Vamos nos esforçar para não desperdiçar um momento de nosso esforço ou uma gota de suor, concentrando tudo na marca Panasonic", disse o presidente Fumio Ohtsubo a repórteres este mês.

A mudança para a marca Panasonic nos produtos de linha branca japoneses será concluído em março de 2010.

A mudança de nome da Matsushita, na quarta-feira, surgirá meio século depois que a Tokyo Telecommunications Engineering teve seu nome alterado para Sony. Konosuke Matsushita, o fundador da companhia, abriu seu negócio aos 23 anos, ao transformar parte de uma casa alugada em oficina.

A Matsushita calcula que seu 90o aniversário seja momento propício para a mudança de nome, e promoverá a marca Panasonic para todos os seus produtos e em base mundial.

Como parte de seu esforço internacional, a empresa planeja lançar máquinas de lavar e refrigeradores na Europa até março, para concorrer diretamente com marcas como a Electrolux.

A Matsushita, que dispõe de reservas de caixa equivalentes a 1,16 trilhões de ienes (10,9 bilhões de dólares) pode considerar fusões e aquisições no exterior para enfrentar seus rivais de maior porte e propelir as vendas de eletrodomésticos, de acordo com Kazuharu Miura, analista do Daiwa Institute of Research.