ENTREVISTA-GVT avança na seara de rivais e não teme nova OI

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 07:28 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Enquanto muitos especialistas do mercado consideram a telefonia fixa quase ultrapassada, a GVT avança tanto sobre o território de rivais como em suas participações de mercado.

A empresa já controla, em média, 15 por cento dos clientes de telefonia fixa nas cidades em que atua, segundo seus próprios cálculos e, em uma delas (Maringá, no Paraná) chega a 36 por cento, segundo dados da concorrente Brasil Telecom.

"Maringá vive uma situação específica, porque parte da nossa central de atendimento fica na cidade, somos um grande empregador em Maringá e é natural que a população crie um vínculo maior", explica Alcides Troller, vice-presidente da unidade de negócios varejo da GVT, em entrevista à Reuters.

A companhia foi criada como "espelho" da Brasil Telecom em 2000, no modelo que previa uma empresa autorizada concorrendo com cada concessionária.

A GVT foi a única remanescente original entre as empresas que tentaram ser "espelho" no Brasil. Em boa parte do país, as concessionárias controlam mais de 90 por cento dos assinantes de telefonia fixa. Depois de se estabelecer nos 10 Estados em que a Brasil Telecom atua, com 1,54 milhão de linhas em serviço no final de junho, a GVT decidiu também adquirir licença de telefonia fixa para todo o Brasil.

Sete anos depois da sua criação, ela iniciou o movimento rumo a outras capitais do país, de olho em mercados onde havia pouca ou nenhuma competição com as concessionárias tanto na telefonia local como na Internet de banda larga. A primeira foi Belo Horizonte (MG), em setembro de 2007, e a segunda foi Salvador (BA), há duas semanas, com as quais a GVT passa a competir também com a Oi.

A GVT tem planos de ser uma operadora nacional, mas só vai atuar nas cidades em que puder implantar seu modelo de negócios e onde visualizar potencial de mercado, disse Troller. Os critérios para a escolha dos municípios envolvem desde o tamanho da cidade, a concentração demográfica e a qualificação da mão-de-obra local.

Como é autorizada, e não concessionária, a GVT pode escolher aonde quer atuar. Por isso, privilegia os mercados em que perceba potencial de rentabilidade.   Continuação...