Thomson Reuters reafirma metas apesar de crise financeira

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 10:27 BRT
 

Por Georgina Prodhan

LONDRES (Reuters) - A companhia de notícias e informações financeiras Thomson Reuters reafirmou suas previsões para o ano nesta quinta-feira, apesar de afirmar que a crise financeira que está atingindo muitos clientes na indústria bancária vai gerar impacto na companhia no curto prazo.

O presidente-executivo, Tom Glocer, afirmou que apesar de a crise de crédito ser um problema para os mercados financeiros do mundo e afetar a companhia no curto a médio prazos, ela representa uma oportunidade de longo prazo uma vez que os bancos precisarão dos produtos da empresa conforme se consolidam.

A Thomson Reuters, cuja divisão de mercados está exposta ao setor de serviços financeiros e é responsável por 59 por cento das vendas do grupo, informou que espera crescimento de receita em 2008 de seis a oito por cento e margem de lucro de 19 a 21 por cento.

A companhia reiterou que sua meta é gerar fluxo de caixa livre de 11 a 12 por cento das vendas e reafirmou plano de investimento de oito a nove por cento do faturamento.

"É preciso dizer que isso é negativo no curto e médio prazos", disse Glocer a respeito da crise financeira durante reunião da empresa com investidores em Londres. O executivo acrescentou, porém, que a consolidação bancária representa uma oportunidade para o grupo.

"Existe muito trabalho de equilíbrio que precisa ser feito agora para costurar todas essas operações", afirmou Glocer, acrescentando que os negócios de informações especializadas para advogados e setor médico herdados da Thomson ajudarão o grupo durante a tempestade dos mercados financeiros.

"O risco ao lucro é significativamente maior e continuamos cautelosos sobre o momento de enfraquecimento da unidade de mercados", disse Polo Tang, analista do UBS.

A companhia informou que completou suas necessidades de refinanciamento da aquisição da Reuters pela Thomson realizada no início deste ano por meio de ofertas de dívida de longo prazo em junho e afirmou que tem uma linha de crédito de financiamento de 2,5 bilhões de dólares que ainda não utilizou.   Continuação...