Microsoft reforça pesquisas sobre buscas na Web na Europa

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 13:02 BRT
 

Por Matt Gil e Georgina Prodhan

PARIS/LONDRES (Reuters) - A Microsoft está abrindo três centros de pesquisa na Europa à medida que acelera os esforços para recuperar o atraso com relação ao líder de mercado Google no campo das buscas na Internet, anunciou o grupo norte-americano de software na quinta-feira.

A Microsoft, que fracassou em diversas tentativas de adquirir a companhia de buscas Yahoo, disse que o novo centro europeu de tecnologia de busca terá núcleos em Paris, Londres e Munique.

A empresa acrescentou que seu orçamento de pesquisa e desenvolvimento na Europa, atualmente da ordem de 600 milhões de dólares anuais, será aumentado.

"Somos os desafiantes, não os líderes, no mercado de busca, mas acreditamos vigorosamente que a tecnologia de buscas esteja ainda em sua infância e que haja muito espaço para inovação", disse o presidente-executivo Steve Ballmer em uma entrevista coletiva em Paris.

"Para empresas como a Microsoft, as buscas são a chave que abrirá novas e imensas oportunidades publicitárias", acrescentou.

Ballmer se recusou a dizer quanto a empresa investiria nos centros de pesquisa anunciados hoje, mas disse que, "ao longo dos próximos anos, devemos contratar centenas de pessoas, criadores de software, para esses centros na Europa".

Falando em companhia de Ballmer, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, disse que o novo centro francês, a ser instalado em Issy-les-Moulineaux, perto de Paris, estaria em operação em março de 2009.

Lagarde acrescentou que a Microsoft se beneficiaria de um esquema de crédito tributário que tinha por objetivo encorajar a pesquisa e desenvolvimento. Cada 100 euros investidos nessas atividades pelo grupo norte-americano renderiam restituição tributária de 30 euros pelo governo francês.

Ballmer anunciou que os investimentos revelados na quinta levariam a equipe da empresa na Europa a dois mil engenheiros, o maior total fora dos Estados Unidos, à frente da China e da Índia.