YouTube vai vender música e videogames para elevar receita

quarta-feira, 8 de outubro de 2008 11:01 BRT
 

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - O YouTube, o mais popular site de vídeos do mundo, começará a vender música e videogames e a experimentar novos formatos publicitários para ampliar sua receita, anunciaram executivos do grupo.

O serviço, controlado pelo Google, está dando os primeiros passos para se tornar uma página de comércio eletrônico por meio da qual venderá música, filmes, programas de TV, videogames, livros, entradas para espetáculos e outros produtos relacionados à mídia e que são exibidos nos milhões de vídeos que o site contém.

Os visitantes do site do YouTube poderão adquirir as faixas de música de vídeos que acabam de assistir clicando em botões que os conduzirão à Amazon.com ou à loja iTunes, da Apple.

A Amazon e a iTunes compartilharão com o YouTube parte da receita obtida quando os compradores fizerem a compra por meio dessa parceria.

Os investidores têm perguntado ao Google quando o YouTube, adquirido pela empresa líder em serviços de busca na Web em 2006 por 1,65 bilhão de dólares, começará a gerar receita e lucro considerável.

O Google não oferece números separados sobre o desempenho financeiro do YouTube, mas analistas da Piper Jaffray Research estimaram que o site de vídeo pode obter receita de cerca de 200 milhões de dólares em 2009, ante estimativas de cerca de 27 bilhões de dólares para o Google.

Até o momento, o YouTube vinha apontando as vendas de publicidade como sua principal fonte de renda. O serviço continua a experimentar com diversos formatos que permitem explorar plenamente a imensa popularidade do site, que recebe uploads de cerca de 13 horas de vídeo por minuto.

O YouTube recebeu 330 milhões de visitantes em agosto de 2008, de acordo com a comScore, que mede audiências de Internet.

"Haverá muitas soluções diferentes para diferentes problemas", disse Shishir Mehrotra, diretor de administração de produtos do YouTube, em uma entrevista. "Já testamos muitas coisas e testaremos ainda muitas mais, no futuro. Algumas funcionarão, algumas não."