17 de Outubro de 2008 / às 21:22 / 9 anos atrás

Italianos preferem carrinho aos cliques ao comprar mantimentos

Por Massimiliano Di Giorgio

ROMA (Reuters) - Os italianos podem pedir uma pizza pela Internet ou enviar uma mensagem de texto no celular para encomendar um sanduíche, mas quando se trata de comprar mantimentos na Internet eles não se mostram tão entusiasmados.

As compras online estão decolando na Europa, da qual a Grã-Bretanha tem os mais ávidos consumidores na Internet.

No mês passado, a maior cadeia de supermercados britânica, a Tesco, afirmou que suas vendas pela Internet cresceram 20 por cento no primeiro semestre do ano, para 902 milhões de libras (1,59 bilhão de dólares).

O entusiasmo mostrado pelos ingleses em usar mais o mouse que o carrinho para fazer suas compras, no entanto, não é compartilhado pelos seus pares italianos.

Um estudo publicado no ano passado pela Universidade Politénica de Milão previu que o setor de mantimentos comprados pela Internet na Itália alcançaria meros 60 milhões de euros (81,97 milhões de dólares) no final de 2007, com um crescimento anual de 15 por cento.

Esse aumento se deu, essencialmente, a uma elevação no gasto médio por consumidor, de 117 para 135 euros, e não por um crescimento no número de consumidores, disse o estudo.

Além disso, as compras de mantimentos representam algo como 1 por cento dos negócios de comércio eletrônico ao consumidor, ou business-to-consumer, na Itália.

Consumidores entrevistados pela Reuters disseram que gostam de comprar seus mantimentos pessoalmente para checar a qualidade dos produtos e comparar preços. Eles afirmaram que fazem suas compras em supermercados, mas também adquirem itens frescos e de temporada, como frutas e verduras, em mercados mais tradicionais da vizinhança.

Daniela Gambino, escritora de 39 anos de Palermo, disse que compra em supermercados e lojas de conveniência, assim como em mercados antigos de Roma.

“Compras online? Não, nunca. Eu gosto de fazer compras pessoalmente, é mais divertido e os supermercados são uma distração. Eu gosto de comparar preços, olhar os rótulos e conferir as datas de validade”, disse ela à Reuters enquanto fazia suas compras.

“Para peixes e alguns tipos de frutas e vegetais eu vou apenas ao mercado próximo, já que sou de Palermo”, disse ela.

Poucas cadeias italianas de supermercados oferecem, na verdade, a opção de compras pela Internet e os que o fazem só oferecem essa alternativa em um número limitado de regiões ou cidades.

Embora Esselunga diga ser a líder nas compras pela Internet com 80 por cento de market share, sua rede cobre apenas o norte do país. Seu rival Coop experimentou o serviço em várias cidades em 1997 antes de decidir concentrar a oferta apenas em Roma.

“Não temos planos de aumentar ou diminuir isso. Vamos manter como está e ver o que acontece com o mercado”, disse um porta-voz do supermercado.

Algumas redes varejistas reclamam do custo do serviço porque não têm consumidores suficientes para permitir os ganhos de economia de escala.

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