Toshiba ajuda SanDisk, mas Samsung continua interessada

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 12:17 BRST
 

Por Mayumi Negishi

TÓQUIO (Reuters) - A Toshiba, do Japão, está comprando um bilhão de dólares em equipamento de sua parceira de joint venture SanDisk, para ajudar a empresa a enfrentar uma tentativa de tomada de controle acionário de parte da rival Samsung, da Coréia do Sul.

As ações da SanDisk perderam metade de seu valor este ano, diante do excedente mundial na produção de chips, e alguns analistas dizem que a transação com a Toshiba pode ajudar a reverter parcialmente esses prejuízos, o que a auxiliaria a evitar as investidas da Samsung Electronics, a maior fabricante mundial de chips de memória.

A SanDisk, maior fabricante norte-americana de cartões de memória flash, detém patentes cruciais sobre esse tipo de memória, mas o rebaixamento de sua classificação pela Standard & Poor's, em julho, elevou seus custos de financiamento, e a queda no mercado deve levá-la a anunciar forte declínio na receita trimestral, segunda-feira.

A Toshiba, segunda maior fabricante mundial de memória NAND, provavelmente assumirá cerca de 550 milhões de dólares do total de um bilhão de dólares em leasing que a SanDisk deve, além de fazer pagamento em dinheiro de entre 400 milhões e 500 milhões de dólares, disse uma fonte do setor de finanças.

"Do ponto de vista da SanDisk, isso representa um novo influxo de caixa que a mantém em atividade. E pode fazer com que a batalha da Samsung pelo controle da empresa seja mais demorada", disse Park Hyun, analista da Prudential Securities.

A San Disk rejeitou por duas vezes uma oferta de aquisição da Samsung da ordem de 26 dólares por ação, bem superior à sua atual cotação de mercado de 15,51 dólares.

A Toshiba anunciou que planejava adquirir cerca de 30 por cento do equipamento de uma joint venture entre ela e a SanDisk, que produz chips de memória flash NAND usados em celulares, câmeras digitais e players de MP3, no Japão.

As duas empresas anunciaram que o acordo, incluindo ajustes nos pagamentos de leasing, liberaria cerca de um bilhão de dólares em dinheiro para o grupo norte-americano em crise.