24 de Outubro de 2008 / às 15:55 / em 9 anos

Oi espera Ebitda positivo em São Paulo em 2009

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A Oi informou nesta sexta-feira que espera equilibrar a geração de caixa (Ebitda) da operação no Estado de São Paulo em menos de 12 meses.

Quando iniciou a operação na região 1 do Brasil (que engloba 16 Estados do Nordeste, Sudeste e Norte), em 2002, a Oi equilibrou o Ebitda 18 meses depois. Luiz Eduardo Falco, presidente da companhia, acredita que “o equilíbrio de caixa virá já a partir do ano que vem” em São Paulo.

A empresa, que estreou a venda de chips no Estado em 2 de outubro, informou já ter vendido 1 milhão de linhas até quinta-feira (22 dias depois), das quais 500 mil já foram ativadas.

A operadora pretendia iniciar a ativação nesta sexta-feira, mas diante do sucesso na venda de chips, informou na semana passada ter decidido antecipar a ativação para o dia 19 deste mês, ao mesmo tempo em que prorrogava o período promocional até o dia 31.

Na promoção de lançamento, o cliente que compra o chip Oi ganha bônus para usar o celular três meses sem a necessidade de recarga, com limite de 20 reais por dia.

Segundo a Oi, em encontro com a imprensa nesta sexta-feira, a rede está preparada para o volume atingido, mesmo que antes da previsão.

“Fizemos a dimensão da rede para isso e até vamos estender a promoção para o dia 31”, reiterou o executivo.

ESTIMATIVA REVISTA PARA CIMA

Depois de prever inicialmente que atingiria 500 mil clientes no final deste ano, a Oi já reviu o número. “Parece possível chegar ao final do ano com 2 milhões, o que nos dará 5 por cento de participação de mercado”, disse Falco.

Ele acrescentou, entretanto, que “ainda faltam 95 por cento, por isso temos muito que investir”.

A companhia aplicou 1 bilhão de reais para montar a rede, mas esclarece que cada cliente ativado gera um custo adicional em torno de 100 reais.

“Não temos restrição de investimentos, se os clientes vierem com velocidade maior, iremos acelerar”, disse.

Falco explicou que o câmbio tem, normalmente, um impacto de 25 por cento a 30 por cento no volume de investimentos da operação uma vez que incide diretamente sobre os preços de equipamentos cotados em dólares.

Caso a moeda norte-americana continue em alta, “vamos ser obrigados a ter negociações mais pesadas com os fornecedores”, disse Falco.

Segundo ele, “um pedaço forte (da valorização do dólar) deverá ser absorvido pelos fornecedores”, mas o que sobrará para a operadora “não será insuportável”, acredita.

Ele informou que a Oi contratou equipamentos de rede pelos próximos três anos com o dólar estipulado em 1,90 real. Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana era cotada a 2,308 reais.

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