Fábrica da Nokia em Manaus mantém turnos sem previsão de redução

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 13:53 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, mantém a fábrica brasileira, instalada em Manaus (AM), trabalhando em três turnos, a capacidade plena, sem expectativa de interrupções ou demissões.

O presidente da Nokia no Brasil, Almir Narcizo, entretanto, admite que "várias indústrias do Pólo de Manaus estão pressionadas" e que "o futuro é difícil de dizer" diante da oscilação cambial.

Segundo Narcizo, em encontro com a imprensa nesta segunda-feira, "o câmbio hoje é uma grande incógnita", mas as vendas de celulares no Brasil têm crescido exponencialmente por conta de três fatores: a oferta de crédito, o aumento da renda e o dólar que até então estava favorável, já que 95 por cento dos custos do celular estão atrelados à moeda norte-americana.

"Quando todos os estoques da cadeia se renovarem, talvez os preços tenham que ser revistos, mas ainda não dá para dizer quando", afirmou.

Segundo ele, o crédito está mais enxuto, a renda ainda é uma dúvida e o câmbio neste momento não é favorável.

"Até agora a turbulência não afetou em nada a Nokia, que tem uma estrutura financeira mundial muito forte, tem caixa e não precisa de financiamentos", reiterou.

Segundo ele, as operadoras já fizeram suas compras para o Natal, mas o varejo só se estoca para o final do ano em novembro.

A companhia apresentou à imprensa seis novos modelos de celular que começa a comercializar no país até o final deste ano e que pretende divulgar na Futurecom 2008, evento de telecomunicações que começa nesta segunda-feira em São Paulo.

Apesar de ainda não ter sentido os efeitos da crise, o presidente da Nokia já estima que em 2009 o número de celulares vendidos no Brasil se mantenha estável em relação a 2008.   Continuação...