Nokia traz ao Brasil estratégia de vender serviços
SÃO PAULO (Reuters) - A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, já começou a trazer ao Brasil parte dos serviços que compõem a nova estratégia da companhia finlandesa. Mais que fabricante de celulares, a Nokia quer passar a ser vista como empresa de serviços e de Internet.
A estratégia mundial começou no início deste ano, mas já se refletiu no balanço do terceiro trimestre, o primeiro em que ela divulgou a receita dessa área. A divisão Nokia Services and Software faturou 115 milhões de euros, cifra que, entretanto, ainda representa 2 por cento da receita total.
Da gama de serviços oferecida, "a área de mapas ainda é a maior fatia", disse Almir Narcizo, presidente da Nokia Brasil. O Nokia Maps foi, justamente, o primeiro Dos serviços da empresa lançado no país.
O portal de serviços Ovi ("porta" em finlandês) está na versão beta no Brasil, mas deve ganhar versão final em português no primeiro semestre de 2009.
Já a Nokia Music Store, loja com a qual a empresa vai comercializar faixas de música digitais, está hoje presente em 11 países "e o Brasil está na lista de prioridades para o ano que vem", de acordo com Narcizo. Através de parcerias com as grandes gravadoras mundiais, a loja dispõe de 5 milhões de músicas.
De acordo com a Nokia, a idéia no Brasil é vender o catálogo mundial e canções de artistas locais.
Narcizo salientou que a Nokia "não vai abandonar a fabricação de celulares" , mas quer complementar a venda de aparelhos com serviços, como os de localização, jogos e vídeos.
Segundo ele, as operadoras já perceberam que não se trata da Nokia fazer concorrência às suas próprias clientes.
"Há espaço para todos", disse ele, acrescentando que o modelo prevê ganhos tanto para as operadoras quanto para ela própria. Por isso, mundialmente ela já tem acordos com os grupos Telefónica, TIM e América Móvil.
(Por Taís Fuoco)
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